Modelo de Feira de Santana estreia na Vogue e desponta entre as principais apostas do mercado da moda
De Feira de Santana para o mundo, Gabriela Alves vem consolidando uma trajetória que hoje alcança as principais vitrines da moda. Com passagens pela São Paulo Fashion Week, campanhas para Arezzo, Riachuelo, Hering, C&A e trabalhos internacionais em Barcelona, a modelo baiana acaba de dar um passo decisivo ao aparecer na Vogue Brasil, a revista de moda mais influente do país e referência mundial. Dias depois, seu nome voltou a circular com força ao surgir também na terceira edição da ELLE Beauté.
A aparição de Gabriela na edição de novembro da Vogue não é apenas mais um editorial. É um marco para quem saiu do interior e conquistou espaço entre nomes consolidados. No ensaio que revisita a minissaia como símbolo de liberdade feminina, ela surge usando Fendi, Balmain e Stella McCartney, reforçando a força estética e a versatilidade que têm marcado sua carreira.
Em entrevista ao alô alô Bahia, ela contou que, ao abrir a revista, o impacto foi imediato. “Quando li a revista e vi outras modelos tão requisitadas, eu me senti igual a elas. Não que eu desconheça o tempo de carreira de muita gente, mas só de saber que é uma menina de Feira de Santana, que saiu de onde eu saí… Eu posso estar ali com pessoas que eu já admirei e que parecia impossível.”
Poucos dias depois, Gabriela também apareceu na ELLE Beauté, confirmando uma fase de projeção que não acontece por acaso. Duas grandes revistas na mesma temporada sinalizam consistência, força de imagem e uma identidade que o mercado reconhece de longe.
E essa identidade tem cor, sotaque e referência baiana. Nos bastidores, ela sempre ouviu comparações com Gal Costa, Maria Bethânia e a personagem Gabriela Cravo e Canela. “Eu sempre adorei isso. De certa forma, isso me aproximava desse dendê, dessa raiz baiana”, conta.
Até fora do Brasil, nada disso se perde. “Quando estou falando inglês ou espanhol, meu sotaque baiano vem, e eu gosto disso. É autenticidade. Eu não quero entrar no padrão. Quero que, onde eu abra a boca, as pessoas falem: ‘você não é daqui’, para eu poder dizer, com muito orgulho, que sou da Bahia.”
A carreira, construída entre campanhas comerciais e editoriais de moda, exigiu adaptação no início, mas encontrou equilíbrio com o tempo. “Agora acho que isso acaba sendo mais natural, gosto de trazer o meu jeito e mesclar com a referência que o cliente pede.”
Mesmo com a projeção nacional, Gabriela mantém os pés firmes na origem. O conselho do irmão sobre “não deixar o medo paralisar” virou uma espécie de guia. “Saber que pessoas do mesmo lugar que eu vão poder olhar isso e talvez se inspirar é um sentimento que não se explica. É sobre dar esperança”, diz.