Jaques Wagner vê dificuldade em candidatura de Coronel ao Senado e expõe impasse entre PT e PSD
A possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) disputar a reeleição ao Senado fora da chapa principal do grupo governista enfrenta resistência no PT da Bahia. O tema voltou ao centro do debate após declarações do senador Jaques Wagner (PT), que classificou como difícil a aceitação de uma candidatura independente ligada a um partido da base do governador Jerônimo Rodrigues.
O principal entrave apontado por lideranças petistas é o posicionamento formal do PSD, que já declarou apoio à reeleição de Jerônimo e a um novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o PT, esse alinhamento inviabiliza a existência de uma candidatura avulsa ao Senado dentro da aliança governista.
Apesar do cenário adverso na Bahia, Angelo Coronel teria respaldo do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que defende a permanência do senador na disputa como parte da estratégia de fortalecimento da legenda no Senado Federal.
No campo petista, a sinalização segue negativa. Dirigentes do partido têm tratado a hipótese como remota e reforçam que não há espaço para candidaturas paralelas dentro da base aliada. A tendência é a consolidação de uma chapa majoritária formada exclusivamente por nomes do PT.
O desenho em discussão prevê a candidatura à reeleição de Jerônimo Rodrigues, com os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa disputando as duas vagas ao Senado. Coronel já reconheceu publicamente essa composição, mas ressaltou que não integra o PT, mantendo o impasse político entre as legendas.