Sem avanço nas negociações, professores da rede municipal de Feira aprovam paralisação pós-Carnaval
Professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana aprovaram, por unanimidade, durante assembleia realizada nesta quinta-feira (12), a paralisação das atividades no dia 24 de fevereiro, logo após o Carnaval. A decisão foi tomada após a categoria afirmar que a gestão municipal não apresentou respostas às reivindicações homologadas pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
O encontro marcou a primeira assembleia do ano e discutiu a pauta já protocolada junto ao governo municipal. De acordo com a direção da APLB-Feira, houve uma audiência na última quarta-feira, mas sem avanço nas negociações, e a Secretaria Municipal de Educação não apresentou retorno até o encerramento da reunião.
Entre os principais pontos cobrados está o cumprimento do acordo firmado no ano passado, que previa a atualização da tabela salarial até novembro. Segundo a entidade, mesmo com o início de fevereiro, não houve mudança nas referências salariais nem implementação da tabela, enquanto a gestão mantém discussões sobre a reformulação do plano de carreira por meio de comissão.
A categoria também critica a falta de posicionamento sobre o reajuste salarial deste ano. Apesar da aplicação do piso nacional com aumento de 5,4%, os profissionais defendem a reestruturação da tabela salarial, considerada defasada desde 2022. A APLB aponta ainda que professores com mestrado e doutorado estariam com salários achatados, mesmo com a Lei Municipal nº 01/94 garantindo diferenciação por titulação e tempo de serviço.
Até o fim da assembleia, conforme informou o sindicato, não houve resposta oficial da Prefeitura. A paralisação prevista para o dia 24 tem como objetivo pressionar a gestão municipal por um posicionamento sobre as demandas apresentadas.
A direção da entidade também avalia que a rede municipal enfrenta dificuldades estruturais, com relatos de falta de professores ao longo do ano letivo e reivindicações por valorização profissional. Segundo o sindicato, os salários pagos atualmente pela Prefeitura de Feira de Santana estariam entre os mais baixos da região para professores e funcionários da educação.