Em Feira, Rui Costa afirma ser o ‘mais ansioso’ pelo fim da investigação dos respiradores e pede responsabilização dos envolvidos
A polêmica envolvendo a compra de respiradores durante a pandemia da Covid-19 voltou ao debate público após declaração do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), durante agenda em Feira de Santana nesta segunda-feira (23). Questionado sobre o andamento das investigações, o ex-governador da Bahia afirmou que aguarda a conclusão do caso e defendeu que os responsáveis sejam punidos.
O episódio remonta a 2020, período mais crítico da crise sanitária, quando o Consórcio Nordeste, então presidido por Rui Costa, realizou a compra antecipada de 300 respiradores pulmonares em uma negociação emergencial para ampliar a rede hospitalar dos estados. O contrato, firmado em meio à corrida mundial por equipamentos médicos, resultou em prejuízo milionário após a empresa responsável não entregar os aparelhos. A situação levou à abertura de investigações, prisões de suspeitos e ações judiciais que seguem em tramitação até hoje.
Durante a agenda em Feira, Rui Costa relembrou as medidas adotadas ainda quando estava à frente do governo estadual e disse esperar uma definição definitiva da Justiça. “Estou aguardando ansioso a solução disso. Quando eu estava como governador, eu determinei a investigação com rigor. As pessoas foram presas, todas as pessoas envolvidas. Tinha mais prisões para serem feitas e, na época, a Justiça entendeu por soltar todas as pessoas, o que infelizmente até hoje não se resolveu”, declarou.
Ao comentar o andamento do processo, o ministro reforçou o desejo de que a apuração seja concluída e que haja responsabilização criminal. “A pessoa mais ansiosa para ver a conclusão dessa apuração sou eu. Espero que a apuração possa ser concluída e que os responsáveis que roubaram e assaltaram o Estado possam responder pelo seu crime”, afirmou.
A declaração foi dada durante evento político que reuniu diversas lideranças em Feira de Santana, entre elas o prefeito José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), o senador Jaques Wagner (PT) e o governador em exercício Geraldo Júnior(MDB). O caso dos respiradores permanece sob análise judicial e ainda não há decisão definitiva sobre as responsabilidades no processo.
Nos bastidores, o tema segue sendo citado por adversários políticos como um dos episódios mais controversos da gestão estadual durante a pandemia, enquanto aliados destacam que a investigação foi iniciada pelo próprio governo após a não entrega dos equipamentos.