Vereadores criticam ausência de diretora do Clériston em audiência sobre fila da regulação em Feira
A ausência da diretora do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), Cristiana França, em audiência pública realizada para discutir a fila da regulação em Feira de Santana foi alvo de críticas na Câmara Municipal, durante sessão ordinária desta terça-feira (14).
A audiência foi promovida pela Comissão de Saúde, Assistência Social e Desporto da Casa Legislativa e reuniu vereadores e representantes para debater a situação da regulação no município.
O vereador Ismael Bastos (PL) foi um dos que lamentou a ausência da gestora. “Achei uma falta de respeito a diretora do HGCA não estar presente”, afirmou, ao destacar a importância da participação da unidade hospitalar no debate.
A crítica foi reforçada pelo vereador Eli Ribeiro (Republicanos), que participou da audiência. De acordo com o edil, a presença da diretora seria fundamental para esclarecer questionamentos. “Ela deveria ter comparecido para responder a perguntas que tínhamos a fazer”, disse.
Os edis destacaram que o HGCA é referência em atendimentos de média e alta complexidade, sendo responsável por atender 126 municípios por meio da Central Estadual de Regulação.
O vereador Professor Ivamberg (PT) também comentou o caso e ampliou a crítica à ausência de representantes do poder público em debates importantes. Ele citou, como exemplo, a falta da secretária estadual Camilla Batista em uma audiência recente sobre violência contra as mulheres.
“É lamentável que secretários municipais ou estaduais não compareçam a audiências públicas para discutir conosco assuntos tão pertinentes como esses”, afirmou.
As críticas foram ampliadas pelo vereador Lulinha da Gente (União Brasil), que também classificou como “descaso” a ausência da secretária estadual de Saúde, Roberta Santana, na audiência pública.
“Não é admissível que ela não tenha comparecido, nem enviado um representante a esta Casa com o intuito de contribuir com a discussão”, afirmou o edil, destacando que a saúde pública é tripartite, envolvendo União, Estado e municípios.
Lulinha também questionou a ausência da própria direção do HGCA e de representantes da saúde de municípios vizinhos pactuados com Feira de Santana. “Estamos tratando de um tema que impacta toda a região. Essas ausências enfraquecem o debate”, declarou.