A Justiça da Bahia decidiu converter em prisão preventiva a detenção de Felipe Cunha Lima, de 32 anos, acusado de provocar um grave acidente de trânsito que resultou na morte de duas pessoas e deixou uma criança ferida em Feira de Santana.
A decisão foi proferida pela juíza Marcele de Azevedo Rios Coutinho, da Vara dos Feitos Relativos a Tóxicos e Acidentes de Veículos, após homologar o auto de prisão em flagrante, considerado legal.
De acordo com os autos, o motorista conduzia um veículo SW4 supostamente sob efeito de álcool quando teria causado o acidente. As vítimas fatais foram identificadas como Milena Ramos e o filho Guilherme. Uma terceira vítima, uma criança de 11 anos, ficou ferida e recebeu atendimento médico.
Ainda segundo o processo, o condutor teria fugido do local após o ocorrido e se recusado a realizar o teste do bafômetro. No momento da abordagem, foram constatados sinais de embriaguez, como odor de álcool, olhos vermelhos e comportamento alterado.
O Ministério Público se manifestou pela prisão preventiva, destacando a gravidade da conduta e o risco à ordem pública. Para o órgão, o comportamento do investigado demonstra “desprezo pela vida alheia” e pode indicar até a hipótese de dolo eventual — quando o agente assume o risco de causar o resultado. Na decisão, a magistrada considerou que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, além de elementos que apontam para a necessidade da prisão para garantir a ordem pública e evitar novos episódios semelhantes.
Apesar da defesa alegar possíveis falhas na via pública, a juíza entendeu que essa análise deve ocorrer no decorrer do processo, não sendo suficiente neste momento para afastar a prisão. Felipe Cunha Lima está hospitalizado, o que impediu a realização da audiência de custódia. Mesmo assim, a Justiça determinou que ele permaneça sob custódia do Estado, com responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária quanto à sua vigilância e segurança.
A possibilidade de prisão domiciliar ainda será analisada após manifestação do Ministério Público. O caso segue em investigação.
