Após incêndio de grandes proporções, Pedro Américo aponta falhas, cobra atuação preventiva e fiscalização rigorosa por parte do Município
O incêndio de grandes proporções que atingiu uma unidade da Casas Bahia, no centro de Feira de Santana, na noite de segunda-feira (20), reacendeu o debate sobre falhas na prevenção e fiscalização de estabelecimentos comerciais no município. O caso foi levado à tribuna da Câmara Municipal, onde o edil Pedro Américo (Cidadania) cobrou medidas urgentes para evitar novos episódios.
Durante o ocorrido, por exemplo, foi constatado que o estabelecimento não possuía vistoria do Corpo de Bombeiros nem equipamentos básicos de segurança, como extintores ou plano de combate a incêndio, o que deve ser apurado pelos órgãos competentes. Apesar da gravidade, não houve registro de vítimas, já que a loja estava fechada no momento do ocorrido.
Diante do cenário, o edil alertou para a necessidade de atuação preventiva por parte do poder público e reforçou que a cidade precisa avançar em políticas de segurança contra incêndios.
“Qual é a consequência? Porque a gente precisa estar preparado. Se a gente não fizer um processo primeiro de fiscalização para saber se os comércios têm projetos de pânico e incêndio adequados, se a gente não estruturar a Defesa Civil para atuar de maneira preventiva, se a gente não fizer com que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano realmente atue no processo de articulação, a gente vai continuar tendo incêndios no centro urbano de Feira de Santana”, defendeu.
Na oportunidade, Américo também relembrou situações anteriores para destacar os riscos de grandes proporções e a necessidade de integração entre os órgãos públicos.
“Quem não lembra de áreas que viveram grandes incêndios? Foi preciso uma articulação da Defesa Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e outras estruturas por vários dias para evitar que o fogo se espalhasse ainda mais. Isso mostra que precisamos agir antes, não depois”, disse.
Ao final, o edil reforçou o apelo por medidas concretas e imediatas no município. “Nós precisamos, com urgência, fazer com que a política de combate a incêndio e pânico na nossa cidade seja efetiva. Não podemos parar apenas em estrutura, é preciso planejamento, fiscalização e ação preventiva”, concluiu.
Após o incêndio, a Defesa Civil deve realizar vistoria no imóvel para avaliar os danos estruturais e as condições de segurança do prédio. O caso também deve passar por perícia técnica para identificação das causas do fogo.