‘Conservador e coronelzão’: Zé Neto diz que Zé Ronaldo está desgastado politicamente e critica cenário político em Feira
Em meio às movimentações políticas que já começam a aquecer o cenário eleitoral em Feira de Santana, o deputado federal Zé Neto (PT) voltou a comentar a influência política do prefeito Zé Ronaldo (União Brasil), avaliando que o adversário consolidou sua força no município por meio de uma estrutura política construída ao longo dos anos.
Durante entrevista à Rádio Metropole, na segunda-feira (11), o petista classificou Zé Ronaldo como “coronelzão”, conservador e afirmou que o prefeito atravessa um momento de desgaste político.
“Hoje não é a verdade, é narrativa. E para você construir narrativa, você tem que ter muita estrutura de enfrentamento. Ele construiu em Feira, que eu acho que agora ele está muito desgastado e vai se desgastar muito mais”, disse.
Ao detalhar sua avaliação, Zé Neto criticou a estrutura administrativa do município e associou a força política do grupo adversário ao que considera um “inchaço” na Prefeitura.
“A Prefeitura tem 11.300 terceirizados. Tinha. Não sei quanto é que tem mais. Na última eleição, tinha 11.300. Você resolve a vida da cidade com 6.000. Eles fizeram uma rede forte na cidade. Meu adversário tem um estilo coronelzão, bem daqueles antigas, sabe fazer o fisiologismo na máquina pública”, declarou.
Apesar das críticas, Zé Neto reconheceu a consolidação política de Zé Ronaldo junto ao eleitorado feirense. “Conseguiu construir uma imagem muito consolidada na cidade, mas de uma rede também forte no fisiologismo e ele, conservador, conseguiu se estabelecer na cidade com esse formato de política do dia a dia do interior, que é uma cidade grande. E que deu certo”, completou.
Em outro momento da entrevista, o deputado fez questão de demonstrar confiança no grupo governista para as eleições de 2026, mas pregou cautela ao cogitar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jerônimo Rodrigues (PT).
“Não tem nenhuma eleição fácil. Se hoje tivesse Lula com 80% e a oposição com 10%, não era fácil; eleição muda”, declarou.