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Feira de Santana / 14 de junho de 2026 - 07h 00m

Tradicional empresa de Feira de Santana, Grupo Café 2 de Julho entra em recuperação judicial com dívida de R$ 137 milhões

Tradicional empresa de Feira de Santana, Grupo Café 2 de Julho entra em recuperação judicial com dívida de R$ 137 milhões
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Um dos grupos empresariais mais tradicionais de Feira de Santana ingressou oficialmente com pedido de recuperação judicial. O Grupo 2 de Julho, responsável pelo Atacado 2 de Julho e pela marca Café 2 de Julho, busca reorganizar suas finanças diante de um endividamento consolidado de R$ 137,2 milhões. O processo tramita na Justiça de Feira de Santana e é considerado um dos mais relevantes casos de recuperação judicial registrados no interior da Bahia nos últimos anos.

A história do grupo começou há mais de três décadas pelas mãos do empresário José Avelino Borges da Silva, conhecido como “Zé Grande”. O negócio cresceu a partir da comercialização de café produzido na região de Mucugê, na Chapada Diamantina, evoluindo para uma estrutura que reúne produção rural, torrefação industrial e distribuição atacadista de alimentos. Ao longo dos anos, o grupo se consolidou como uma das referências do comércio atacadista feirense e chegou a manter cerca de 191 empregos diretos.

O pedido de recuperação judicial envolve sete empresas e pessoas ligadas ao grupo familiar, incluindo a Café 2 de Julho Indústria de Alimentos, as empresas do Atacado 2 de Julho, produtores rurais da família e uma holding patrimonial. A ação tramita sob o número 8021697-69.2026.8.05.0080 na Justiça de Feira de Santana.

Segundo informações apresentadas no processo, a crise financeira foi provocada por uma combinação de fatores acumulados nos últimos anos. Entre eles estão a retração econômica entre 2015 e 2019, os impactos da pandemia de Covid-19, a alta dos juros, problemas climáticos que afetaram a produção de café na Chapada Diamantina e o aumento da concorrência com a chegada de grandes redes de atacarejo ao mercado feirense.

Do total da dívida, cerca de R$ 77,7 milhões estão sujeitos ao processo de recuperação judicial, distribuídos entre créditos trabalhistas, bancários, fornecedores e micro e pequenas empresas. Entre os principais credores aparecem instituições financeiras como Banco do Brasil, Santander, Sicredi, Desenbahia, Tribanco e Safra.

A Justiça deferiu o processamento da recuperação judicial em 25 de maio deste ano, suspendendo temporariamente ações e execuções contra as empresas do grupo pelo prazo inicial de 180 dias. Nesse período, a empresa deverá apresentar um plano de recuperação para negociação com os credores, buscando preservar as operações, os empregos e a continuidade das atividades.

Apesar do cenário desafiador, o grupo aposta na força da marca construída ao longo de mais de 30 anos, na carteira de clientes e na cadeia produtiva integrada do café para viabilizar sua recuperação. O próximo passo será a apresentação do plano de reestruturação financeira, que precisará ser aprovado pelos credores para garantir a continuidade dos negócios. (Com informações do site empresaemcrise.com)


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