Feira de Santana recebe exposição que retrata trajetória de Viktor Frankl e a busca pelo sentido da vida
A trajetória e o legado de Viktor Frankl, psiquiatra austríaco e criador da Logoterapia, estão sendo apresentados ao público feirense por meio de uma exposição que integra a programação do XIII Congresso Brasileiro de Logoterapia e Análise Existencial. O evento, iniciado na terça-feira (16) em Feira de Santana, tem como tema “Sentido na vida e dignidade humana”.
A mostra reúne painéis, registros históricos e conteúdos que retratam a vida de Frankl, sobrevivente dos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A exposição destaca sua experiência durante o Holocausto e a forma como a busca por um propósito se tornou elemento central de sua reflexão sobre a existência humana.
O congresso é promovido pela Fundação Municipal de Ciência e Tecnologia (Funtitec), em parceria com a Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial (ABLAE), com colaboração da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
O diretor-presidente da Funtitec, Antônio Carlos Daltro Coelho, destacou a importância de ampliar o acesso da população a obras e pensamentos que marcaram a história da humanidade.
“É muito importante para uma cidade como Feira de Santana proporcionar esse contato com um autor estrangeiro de tamanho peso. Refletir sobre as suas ideias e divulgar a sua literatura é fundamental”, afirmou.
Curador e organizador da exposição, o professor da UEFS Davi Moisés Barreto ressaltou que o tema está diretamente ligado à realidade das pessoas. “Falar de sentido na vida é falar do nosso cotidiano. Todo dia a gente levanta da cama porque tem um objetivo, uma finalidade”, observou.
Segundo o professor, a exposição foi desenvolvida com linguagem acessível para que visitantes de diferentes idades possam conhecer a história e o pensamento de Viktor Frankl.
“A exposição tenta, justamente por meio dessa linguagem simples, contar a história de uma pessoa que teve uma trajetória de resiliência e que traz ideias que nos ajudam no dia a dia, a viver de fato a vida”, concluiu.