Em ato de campanha, Jerônimo diz que escala 6×1 prejudica trabalhadores e defende mudança
O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 durante um comício realizado no domingo (30), em Itaberaba. No discurso, ele afirmou que o modelo, em que o trabalhador atua por seis dias e tem apenas um de descanso, precisa ser revisto.
“O trabalhador ou a trabalhadora carrega o fardo de seis dias de trabalho e um dia só para o descanso. E as mulheres, principalmente, ainda vão para casa para poder cuidar dos filhos. Essa é uma pauta muito importante”, defendeu.
Jerônimo relacionou a jornada à qualidade de vida dos trabalhadores e chamou atenção, especialmente, para a situação das mulheres, que, muitas vezes, acumulam o trabalho profissional com os cuidados da casa, dos filhos e de outros familiares.
A declaração ocorre em meio ao avanço do debate nacional sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Ainda durante o comício, o governador rebateu argumentos de que uma eventual mudança poderia provocar desemprego, inflação ou prejuízos ao setor empresarial.
“Eles ficam dizendo que vai gerar desemprego, que vai gerar inflação. Esse discurso foi o mesmo quando da criação da carteira de trabalho: eles diziam que iria haver desemprego, inflação, que o empresário iria ser castigado”, declarou.
Ao tratar do assunto, Jerônimo comparou as críticas atuais às resistências registradas em outros momentos de ampliação de direitos trabalhistas no país. Para o candidato, argumentos sobre possíveis impactos econômicos não devem impedir o debate sobre mudanças na jornada.
Com a defesa do fim da escala 6×1, o petista colocou o tema entre as pautas abordadas durante a campanha pela reeleição, relacionando a discussão às condições de trabalho, à qualidade de vida e à conciliação entre atividade profissional e vida familiar.