Binho Galinha soma 23 mil votos mesmo com prisão e barrado pela Justiça Eleitoral
Mais de 23 mil eleitores baianos escolheram nas urnas o deputado estadual Binho Galinha (Avante), mesmo com o parlamentar preso preventivamente há quase um ano e com o registro de candidatura à reeleição indeferido pela Justiça Eleitoral.
O resultado chama atenção pelo contexto em que a campanha foi realizada, já que o agora ex-deputado está detido desde outubro de 2025, no âmbito das investigações da Operação El Patrón, e teve a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) semanas antes da votação.
Ainda assim, como o processo eleitoral não estava definitivamente encerrado, o nome do deputado permaneceu nas urnas e os eleitores puderam votar normalmente. A situação jurídica da votação, no entanto, continua vinculada às decisões da Justiça Eleitoral.
O deputado é investigado sob acusação de comandar uma organização criminosa com atuação em atividades comolavagem de dinheiro, agiotagem e jogo do bicho. As apurações deram origem à Operação El Patrón. Além do processo que resultou na prisão preventiva, Binho foi condenado neste ano a uma pena superior a 36 anos de prisão. A decisão ainda está sujeita aos recursos previstos na legislação.
Eleito deputado estadual em 2022, Binho Galinha tentava permanecer na Assembleia Legislativa por mais quatro anos. Desta vez, porém, a combinação entre a situação judicial e o indeferimento eleitoral impediu a confirmação de um novo mandato.
Ainda assim, os mais de 23 mil votos mostram que o parlamentar manteve uma parcela relevante de apoio eleitoral mesmo enfrentando o momento mais delicado de sua trajetória política.