No segundo turno, Lula mira em rejeição de Flávio e diz que candidato fará “tesouraço” em programas sociais
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou o segundo turno adotando uma estratégia mais voltada ao confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL). Uma das primeiras frentes escolhidas foi associar a proposta de redução de gastos defendida pelo adversário, chamada por ele de “tesouraço”, ao risco de cortes em programas sociais.
Nesta terça-feira (6), a campanha petista divulgou uma peça que recupera medidas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e cita reduções de recursos em áreas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, combate ao câncer, cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres. A mensagem procura ligar essas decisões à proposta econômica apresentada por Flávio para uma eventual gestão.
No vídeo, a campanha afirma que, quando integrantes da família Bolsonaro falam em cortes, seria necessário observar o histórico do governo anterior. A peça também sustenta que uma vitória de Flávio poderia significar a retomada de políticas associadas à gestão do pai.
A ofensiva faz parte de uma mudança de estratégia para o segundo turno. Integrantes da campanha petista avaliam que, além de defender realizações do governo, será necessário aumentar a resistência eleitoral a Flávio Bolsonaro e estabelecer diferenças mais claras entre as duas candidaturas.
O movimento ocorre em um cenário de rejeição elevada dos dois candidatos. Depois do resultado das urnas, a avaliação dentro da campanha de Lula foi de que a segunda etapa exigiria ajustes na comunicação. Entre os pontos discutidos estão maior participação direta do presidente nas decisões da campanha, presença nos debates, estratégias regionalizadas e ações voltadas aos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.