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Política / 03 de novembro de 2026 - 06h 32m

Mulheres vítimas de violência doméstica terão prioridade em matrículas nas escolas municipais de Feira

Mulheres vítimas de violência doméstica terão prioridade em matrículas nas escolas municipais de Feira
Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Feira
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Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, assim como seus dependentes, poderão ter prioridade na matrícula ou rematrícula em instituições municipais de ensino de Feira de Santana. A medida está prevista em um projeto de lei de autoria da vereadora Lu de Ronny (PV), aprovado pela Câmara Municipal durante a sessão desta terça-feira (3). A proposta segue agora para sanção do prefeito José Ronaldo (União Brasil).

O benefício será destinado às mulheres que precisarem mudar de residência de forma repentina em decorrência de situações de violência doméstica. Para ter acesso à prioridade, será necessário apresentar documentos que comprovem o registro de ocorrência policial ou a existência de processo relacionado à violência doméstica e familiar.

A iniciativa busca assegurar que a necessidade de deixar o próprio lar para escapar de situações de violência não se transforme também em um obstáculo para a continuidade dos estudos, tanto das mulheres quanto de seus dependentes.

Na justificativa da proposta, a vereadora destaca que a legislação federal já estabelece mecanismos de proteção ao acesso à educação para dependentes de mulheres vítimas de violência. A Lei nº 13.882/2019, que alterou a Lei Maria da Penha, garante prioridade na matrícula ou transferência dos dependentes para uma instituição de educação básica próxima ao novo endereço da família.

Entretanto, segundo Lu de Ronny, a norma federal não contempla expressamente a própria mulher que deseja retomar ou dar continuidade aos estudos como forma de conquistar autonomia e melhores condições de vida.

“Porém, a lei federal não incluiu entre os seus beneficiados a própria mulher vítima de violência, que deseja estudar para melhorar a sua condição de vida”, argumentou a vereadora na justificativa do projeto.

Com a nova proposta, a intenção é ampliar essa proteção no âmbito municipal, reconhecendo a educação como uma ferramenta importante para a reconstrução da vida das mulheres que enfrentam situações de violência, especialmente daquelas que buscam independência financeira e novas oportunidades. O projeto também se fundamenta na competência dos municípios para legislar sobre assuntos de interesse local, conforme estabelece a Constituição Federal.

 


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