Geddel recebe visita de José Ronaldo reforça especulações sobre articulações políticas
A divulgação de um encontro entre o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), realizado nesta terça-feira (21), na residência de Geddel, reacendeu especulações nos bastidores da política baiana sobre possíveis articulações e realinhamentos envolvendo lideranças estaduais.
A reunião foi tornada pública pelo próprio ex-ministro em uma postagem nas redes sociais, na qual afirmou ter mantido uma longa conversa com o prefeito feirense sobre os cenários políticos da Bahia e do Brasil. Na publicação, Geddel destacou a experiência política de José Ronaldo e afirmou que “sempre há espaço para se marchar juntos na defesa da Bahia”.
A repercussão do encontro ocorre em um momento em que circulam, nos bastidores, comentários sobre um possível alinhamento político de José Ronaldo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). A hipótese, ainda não confirmada oficialmente, tem sido alvo de avaliações entre interlocutores políticos e ganha força diante da movimentação recente de lideranças tradicionais.
Embora não haja anúncio formal de alianças ou acordos, a exposição pública do encontro entre um quadro histórico do MDB e o prefeito filiado ao União Brasil foi interpretada por observadores como um sinal de diálogo aberto entre diferentes campos políticos, em meio às articulações que antecedem o próximo pleito eleitoral.
Contexto
Em setembro de 2017, Geddel Vieira Lima foi preso após a apreensão de R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados pela Polícia Federal em um apartamento em Salvador. À época, ele era investigado por envolvimento em um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal.
Em 2019, Geddel e o irmão, Lúcio Vieira Lima, foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, decisão que os tornou inelegíveis. Após cumprir parte da pena de 13 anos e quatro meses de prisão, o ex-ministro obteve progressões de regime e foi solto no início de 2022, por decisão do ministro Edson Fachin, passando a cumprir pena em liberdade condicional.