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Feira de Santana / 27 de fevereiro de 2026 - 07h 00m

Paço Maria Quitéria completa 100 anos como símbolo da história e da arquitetura de Feira

Paço Maria Quitéria completa 100 anos como símbolo da história e da arquitetura de Feira
Foto: Blog do Velame
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Um dos principais marcos arquitetônicos e administrativos de Feira de Santana, o Paço Maria Quitéria completa 100 anos de atividades no dia 3 de abril. A sede do Poder Executivo municipal foi aberta ao público em 3 de abril de 1926 pelo então intendente Arnold Silva. A construção teve início em 1921, durante a gestão de Bernardino Bahia, ao custo de 400 contos de réis, valor que corresponde hoje a cerca de R$ 49,2 milhões.

Para marcar o centenário, o complexo arquitetônico que inclui o Paço Municipal e o prédio onde funciona a Secretaria Municipal de Comunicação Social, além do Departamento de Jornalismo Radialista Dourival Oliveira, está recebendo nova pintura e passando por serviços de manutenção. As intervenções preservam as características originais do imóvel e preparam o espaço para as celebrações oficiais, previstas para o dia 4 de abril, Sábado de Aleluia, quando a administração municipal realizará um ato simbólico em comemoração aos 100 anos do prédio.

De estilo neoclássico, o Paço se destaca na paisagem urbana pela imponência e beleza. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, o IPAC, e segue modelo simplificado do padrão colonial aplicado pela primeira vez em cidades baianas no século XVII. O projeto arquitetônico teve como responsável técnico o engenheiro Acciolly Ferreira da Silva. Desde a inauguração, o prédio ocupa posição estratégica na esquina das avenidas Senhor dos Passos e Getúlio Vargas, que à época da construção se chamava Maria Quitéria, em homenagem à militar feirense que lutou na Guerra da Independência da Bahia.

O Paço integra um conjunto de edificações históricas no centro da cidade, como o Mercado Municipal, inaugurado em 1915 e reinaugurado na década de 80 como Mercado de Arte Popular; o Arquivo Público Municipal, onde funcionou a Escola João Florêncio, construída em 1918; e a Igreja Senhor dos Passos, cuja obra começou em 1922. Na praça em frente ao prédio está o casarão construído no século XVIII pelo coronel J. Pedreira, onde funcionaram a antiga Intendência e a Biblioteca Municipal, e que hoje abriga a obra “Caminhos Feirenses”, do artista plástico feirense Juracy Dórea.

Ao longo do século, o prédio da Prefeitura também abrigou a Câmara de Vereadores. As sessões eram realizadas no Salão Nobre, onde ocorreram decisões marcantes para a política local, como a cassação do ex-prefeito Chico Pinto, em maio de 1964. O espaço também já funcionou como Fórum de Feira de Santana.

O imóvel passou por diversas intervenções ao longo dos anos. A realizada em 2007 caracterizou-se como uma restauração, quando técnicos retiraram camadas de tinta das paredes para identificar a cor original ou uma tonalidade próxima à primeira pintura aplicada no prédio. Às vésperas do centenário, o Paço volta a receber pintura geral e serviços de manutenção, reforçando o compromisso com a preservação de um dos maiores símbolos da história administrativa e arquitetônica da Princesa do Sertão.

O acesso ao primeiro andar é feito por duas escadas. A principal, localizada na entrada pela avenida Getúlio Vargas, é de madeira e possui formato em “S”. Já a escada da entrada pela Senhor dos Passos é de mármore. No Salão Nobre, destacam-se a escaiola nas paredes e os medalhões em estuque sobre o vão das portas. A escaiola é uma técnica artesanal que imita mármore polido e pedras nobres, enquanto os medalhões em estuque, geralmente em gesso, são elementos decorativos clássicos utilizados para ornamentar tetos e paredes, com influência de técnicas europeias tradicionais.


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