‘A gente não entende tanta malvadeza com aqueles que cuidam da educação no nosso município’, dispara Silvio Dias
Durante sessão desta quarta-feira (22), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Silvio Dias (PT) fez duras críticas à gestão municipal ao abordar dois temas que têm gerado forte repercussão entre os profissionais da educação: o reajuste salarial da categoria e a forma de distribuição dos precatórios do Fundef. Segundo o parlamentar, medidas recentes do Executivo indicam desvalorização da classe, representando prejuízos financeiros diretos aos professores.
O edil citou o exemplo do projeto de reajuste enviado à Câmara que não contemplava os profissionais aposentados, o que, segundo ele, contraria a lógica da carreira e a paridade salarial. Silvio Dias afirmou que a situação é inédita no município e questionou a motivação da proposta.
“A pergunta que se faz nessa cidade é o que as professoras e os professores fizeram de tão mal com o atual prefeito. A gente não entende tanta malvadeza, tanta desvalorização, tanto desrespeito com aqueles que cuidam da educação no nosso município. É um absurdo o tratamento dado por esse governo a essa classe”, declarou.
Em seguida, o petista reforçou as críticas à exclusão dos inativos do reajuste e cobrou explicações da gestão municipal. “Na semana retrasada nós votamos aqui um aumento que, para nossa surpresa, não incluía as professoras e professores aposentados. Isso nunca aconteceu. É uma carreira única, com paridade salarial. Qual a justificativa para isso? Qual a justificativa se não for a de querer maltratar essa categoria?”, questionou.
Além do reajuste, o vereador também apontou preocupação com a discussão sobre os precatórios do Fundef, alegando que há uma tentativa de não incluir os juros no cálculo dos valores destinados aos professores. Para ele, a medida fere o direito da categoria.
“Todos nós sabemos que o precatório é composto pelo principal e pelos juros. Faz parte do montante geral a ser distribuído, e os 60% destinados aos professores têm que incluir esses juros. Então por que Feira de Santana quer fazer diferente? Quer inovar prejudicando os professores? Os juros são direito da professora e do professor, é direito. Não é possível que essa Casa aceite o que veio do Executivo sem alterar. A emenda que inclui os juros precisa ser aprovada para que não haja mais injustiça com essa categoria”, concluiu.