Após cobrança por provas, Zé Ronaldo entrega ao MP documentos sobre supostas 700 mortes na fila da regulação em Feira
Após ser cobrado publicamente pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) a apresentar provas sobre as mortes na fila da regulação, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), afirmou ter entregue ao Ministério Público documentos relacionados aos casos. O gestor sustenta que cerca de 700 pessoas morreram no ano passado enquanto aguardavam transferência pelo sistema estadual de regulação no município.
A informação foi divulgada pelo próprio prefeito na quarta-feira (26), durante uma agenda em Feira de Santana. A entrega da documentação ocorre em meio ao embate entre a gestão municipal e o Governo do Estado sobre o funcionamento da regulação e o tempo de espera enfrentado por pacientes que necessitam de transferência para unidades de maior complexidade.
As declarações do gestor municipal sobre o número de mortes provocaram reação do governador Jerônimo Rodrigues e de integrantes da administração estadual, que passaram a cobrar a apresentação de documentos capazes de comprovar os dados citados pelo prefeito.
Nas últimas semanas, José Ronaldo também voltou a criticar o sistema estadual de regulação e classificou a espera por vagas como uma “fila da morte”. A expressão foi contestada por representantes do Governo do Estado e ampliou a troca de críticas entre as duas gestões.
Ao encaminhar os documentos ao Ministério Público, o prefeito busca dar sustentação às denúncias feitas publicamente e levar o caso para análise do órgão. Até o momento, não há informação sobre eventual abertura de procedimento específico a partir do material apresentado.
O debate sobre a regulação tem sido recorrente em Feira de Santana, especialmente em relação aos pacientes internados em unidades municipais que aguardam transferência para hospitais da rede estadual. Município e Estado, no entanto, divergem sobre as responsabilidades e sobre os números apresentados em relação aos atendimentos e óbitos registrados durante a espera por vagas.