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Política / 27 de agosto de 2026 - 03h 05m

Após cobrança por provas, Zé Ronaldo entrega ao MP documentos sobre supostas 700 mortes na fila da regulação em Feira

Após cobrança por provas, Zé Ronaldo entrega ao MP documentos sobre supostas 700 mortes na fila da regulação em Feira
Foto: Divulgação/PMFS
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Após ser cobrado publicamente pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) a apresentar provas sobre as mortes na fila da regulação, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), afirmou ter entregue ao Ministério Público documentos relacionados aos casos. O gestor sustenta que cerca de 700 pessoas morreram no ano passado enquanto aguardavam transferência pelo sistema estadual de regulação no município.

A informação foi divulgada pelo próprio prefeito na quarta-feira (26), durante uma agenda em Feira de Santana. A entrega da documentação ocorre em meio ao embate entre a gestão municipal e o Governo do Estado sobre o funcionamento da regulação e o tempo de espera enfrentado por pacientes que necessitam de transferência para unidades de maior complexidade.

As declarações do gestor municipal sobre o número de mortes provocaram reação do governador Jerônimo Rodrigues e de integrantes da administração estadual, que passaram a cobrar a apresentação de documentos capazes de comprovar os dados citados pelo prefeito.

Nas últimas semanas, José Ronaldo também voltou a criticar o sistema estadual de regulação e classificou a espera por vagas como uma “fila da morte”. A expressão foi contestada por representantes do Governo do Estado e ampliou a troca de críticas entre as duas gestões.

Ao encaminhar os documentos ao Ministério Público, o prefeito busca dar sustentação às denúncias feitas publicamente e levar o caso para análise do órgão. Até o momento, não há informação sobre eventual abertura de procedimento específico a partir do material apresentado.

O debate sobre a regulação tem sido recorrente em Feira de Santana, especialmente em relação aos pacientes internados em unidades municipais que aguardam transferência para hospitais da rede estadual. Município e Estado, no entanto, divergem sobre as responsabilidades e sobre os números apresentados em relação aos atendimentos e óbitos registrados durante a espera por vagas.


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