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Cultura
A Prefeitura de Feira de Santana publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (07) o Decreto nº 14.320/2026, que oficializa a criação das Escolas Municipais de Música, Cultura e Arte, instituições que passam a integrar a rede pública municipal com foco no desenvolvimento artístico, cultural e educacional da população.
A iniciativa, vinculada à Secretaria Municipal de Educação, nasce do reconhecimento da importância da música e das artes como ferramentas de formação social e cultural. O gabinete do prefeito destaca, no decreto, que a nova estrutura busca oferecer à comunidade feirense um espaço qualificado para o aprendizado e a prática artística — algo considerado estratégico para o fortalecimento das políticas públicas de cultura e educação.
As novas escolas serão enquadradas na Categoria Tipo A, conforme previsto na Lei nº 4.310/2025, o que as equipara às demais unidades escolares do município. As funções de direção e vice-direção seguirão os critérios definidos pela Lei Complementar nº 153/2025.
O decreto estabelece quatro eixos principais de atuação das escolas: Ensino da música, cultura e arte em diversas linguagens, estilos e modalidades; Atividades pedagógicas e culturais para formação de crianças, jovens e adultos; Incentivo à produção e valorização artística no município e Fomento à inclusão social por meio da educação musical e cultural.
A proposta é que as escolas funcionem como polos formadores e também como espaços de difusão cultural, aproximando a arte do cotidiano dos estudantes e da comunidade. A gestão das Escolas Municipais de Música, Cultura e Arte será responsável por coordenar todas as atividades pedagógicas e administrativas, garantir o cumprimento das normas estabelecidas pela Secretaria de Educação e representar institucionalmente a unidade. Caberá também à direção propor projetos, parcerias e convênios que ampliem o alcance das atividades artísticas. O decreto determina que um regulamento próprio — a ser elaborado pela Secretaria Municipal de Educação — definirá a estrutura organizacional, o regimento interno, os cursos que serão ofertados e as regras de ingresso dos alunos.
As despesas com a implementação e manutenção das escolas serão financiadas pelo Fundo Municipal de Educação, podendo receber suplementações se necessário.
A requalificação de um dos espaços culturais mais simbólicos de Feira de Santana avança para a reta final. As obras do Centro de Cultura Amélio Amorim atingiram cerca de 70% de execução e entram agora em uma nova fase, com frentes de trabalho concentradas nos acabamentos e na finalização dos equipamentos que integram o Complexo Carro de Boi. A previsão é de que o espaço seja entregue no primeiro semestre de 2026.
O projeto é executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), e conta com investimento superior a R$ 6 milhões. Iniciada em fevereiro do ano passado, a intervenção busca não apenas recuperar a estrutura física do equipamento, mas também preservar a memória afetiva construída ao longo de décadas.
Para o diretor-presidente da Conder, José Trindade, a obra vai além da requalificação urbana. “Estamos falando da preservação da memória e da identidade cultural de Feira de Santana. A Conder tem orgulho de devolver à cidade um espaço simbólico, que une história, arquitetura e convivência, fortalecendo o acesso à cultura e ao lazer”, afirma.
Segundo ele, a preservação das características históricas e arquitetônicas do complexo foi um dos pilares do projeto, idealizado pelo arquiteto Amélio Amorim. “O projeto foi cuidadosamente desenvolvido para manter características originais, como a concepção arquitetônica e a forma da abóbora, promovendo apenas as adequações necessárias às tecnologias construtivas atuais e às normas técnicas e códigos de obras vigentes”, explica.
Entre os elementos mais emblemáticos da obra está a reconstrução da abóbora, estrutura que marcou gerações desde a década de 1970 e se tornou um dos principais símbolos do equipamento cultural. De acordo com a engenheira da Conder e fiscal da obra, Jamile Bastos, o processo exigiu atenção técnica e fidelidade ao projeto original. “A gente reproduziu as mesmas dimensões da abóbora, mas com novas tecnologias. Antes, a estrutura era em madeira, agora, é em aço. A casca de concreto armado também foi reproduzida, mantendo as características do projeto original. Com a requalificação, o espaço será um equipamento multiuso, climatizado e preparado para receber atividades culturais, artísticas e de convivência”, destaca Jamile.
Além da abóbora, o novo Complexo Carro de Boi contará com restaurante e área administrativa, duas arenas, uma coberta e outra descoberta, coreto e palco externo para pequenas apresentações. O projeto inclui ainda a implantação de uma fonte interativa em formato côncavo, item que não fazia parte da proposta original e foi incorporado a partir de uma demanda da Secult, ampliando as possibilidades de lazer e convivência no espaço.
“A etapa estrutural da obra foi concluída, o restaurante passa por serviços de pintura e ajustes finais, a abóbora avança para o fechamento da cobertura e início dos acabamentos, enquanto as arenas já estão parcialmente concluídas. A fonte interativa, por sua vez, está na etapa de execução da infraestrutura”, detalha a engenheira.
Com a requalificação avançando, o Complexo Carro de Boi se prepara para reassumir seu papel na vida cultural de Feira de Santana, agora renovado e estruturado para funcionar como um espaço democrático, aberto à produção cultural, ao lazer e à convivência da população.
No dia 10 de janeiro de 2026, às 21h, acontece no espaço aberto da Cidade da Cultura, a Folia de Reis, uma das manifestações culturais mais antigas de Feira de Santana.
Com apresentações artísticas do Reisado Estrela de Belém, Asa Filho, Sambadores do Nordeste e Neném do Acordeon, o evento conta também com a tradicional Queima de Lapinha, ritual que simboliza o encerramento do ciclo natalino. A entrada custa R$ 20.
A Folia de Reis é uma festa realizada há mais de 200 anos no distrito de Tiquaruçu, zona rural de Feira de Santana e que celebra a visita dos Três Reis Magos ao Menino Jesus, no mês de janeiro.
O evento realizado na Cidade da Cultura, duas vezes por ano, é produzido pela Organização Cultural e Artística Reisado de São Vicente (Orcare) – Ponto de Cultura da Bahia, que atua para salvaguardar os símbolos e manifestações populares do sertão baiano.
Cultura /
23 de dezembro de 2025 - 13H 32m
O Pré-Réveillon do distrito de Humildes pode passar a integrar oficialmente o Calendário de Festas e Eventos de Feira de Santana. A medida consta no Projeto de Lei nº 206/2025, de autoria do vereador Zé Curuca (União Brasil), aprovado em segundo turno de votação na Câmara Municipal.
A proposta estabelece a realização anual da festividade, preferencialmente no último fim de semana que antecede o Réveillon e prevê a possibilidade de apoio institucional, logístico e programático por parte do Poder Público Municipal.
Ao justificar o projeto, o vereador destacou que o distrito de Humildes possui tradição na realização de eventos populares que fortalecem o sentimento de pertencimento da comunidade e preservam manifestações culturais locais. Segundo ele, o Pré-Réveillon já se consolidou como um momento de celebração e integração entre moradores, visitantes, comerciantes e artistas da região.
“O Pré-Réveillon funciona como um espaço de convivência comunitária e valorização das raízes culturais do distrito. Incluí-lo no calendário oficial é reconhecer sua relevância cultural, social e econômica para a população”, afirmou Zé Curuca.
Além do aspecto simbólico, o parlamentar apontou impactos positivos na economia local. De acordo com ele, a festa contribui para a movimentação do comércio, gera oportunidades temporárias de trabalho e estimula o setor de serviços da comunidade.
A expectativa é que a inclusão no Calendário Municipal permita maior previsibilidade no planejamento do evento, com reflexos na organização, na ampliação da infraestrutura e no reforço da segurança. O vereador também destacou o potencial de fortalecimento do turismo interno, atraindo visitantes de outros distritos e municípios. Com a aprovação em segundo turno, o Projeto de Lei nº 206/2025 segue agora para sanção do prefeito.
O Natal Encantado 2025 chegou ao fim no domingo (20), em Feira de Santana, após vários dias de programação cultural no centro da cidade. O evento reuniu milhares de pessoas ao longo das atividades, que ocuparam o estacionamento da Prefeitura Municipal e outros espaços públicos com atrações voltadas para crianças, famílias e o público em geral.
Realizado durante nove dias, o evento natalino contou com apresentações musicais, espetáculos teatrais, dança, intervenções artísticas e ações desenvolvidas com a participação de escolas municipais e grupos culturais locais. A presença do público marcou todas as noites da programação.
O encerramento foi marcado por um grande show na Praça Padre Ovídio, onde o cantor Diogo Nogueira levou o samba ao público e transformou o espaço em um clima de celebração. A apresentação reuniu pessoas de diferentes idades, que acompanharam o repertório cantando e dançando até o fim.
Além da atração musical, o último dia manteve o perfil familiar que caracterizou todo o evento, com grande circulação de crianças, presença de personagens infantis e espaços dedicados ao público infantil. A movimentação confirmou a adesão popular ao Natal Encantado ao longo de sua realização.
Ao longo da programação, a organização destacou a circulação diária de público e a ausência de ocorrências, reforçando o caráter do evento como uma ação cultural voltada ao lazer, à convivência e à ocupação dos espaços públicos durante o período natalino. Com o encerramento no domingo, o Natal Encantado 2025 se despede consolidado como uma das principais ações culturais do calendário de fim de ano em Feira de Santana.
O primeiro fim de semana do Natal Encantado 2025 foi avaliado de forma positiva pelo secretário municipal Cristiano Lobo. Segundo ele, a programação atraiu grande público, com destaque para a presença de crianças e famílias, que participaram ativamente das atividades preparadas para a abertura do evento em Feira de Santana.
De acordo com o secretário, o domingo concentrou cenas que traduzem o objetivo da iniciativa, destacando a alegria do público desde a chegada do Papai Noel, que passou a ocupar a casa montada especialmente para receber a população, até as apresentações culturais realizadas ao longo do dia. Para Cristiano Lobo, as atrações deram o tom do clima natalino proposto para este período.
O titular da Cultura também ressaltou que o envolvimento do público confirma o acerto da proposta do Natal Encantado, que busca ocupar os espaços públicos com atividades culturais, lazer e convivência. Segundo ele, a boa receptividade fortalece a expectativa para a continuidade da programação ao longo do mês, com atrações voltadas para diferentes públicos.
O Natal Encantado 2025 segue com atividades gratuitas durante a semana, reunindo apresentações artísticas, corais e ações direcionadas às famílias, consolidando-se como um dos principais eventos do calendário cultural de Feira de Santana.
A lei que torna o quadro “Maria Quitéria de Jesus, heroína brasileira”, da artista plástica Maria José Negrão dos Santos, parte do Patrimônio Cultural de Feira de Santana foi sancionada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho. A obra está exposta no plenário da Câmara Municipal.
Maria Quitéria, patrona do Exército Brasileiro, é referência da participação feminina na luta pela Independência do Brasil. O projeto é de autoria do vereador Marcos Lima, presidente do Legislativo. Com a sanção, o quadro passa a compor o acervo institucional da Câmara Municipal como bem de relevante valor artístico, histórico e cultural.
A pintura, em técnica óleo sobre tela, foi concluída em 2021 e doada à Câmara no mesmo ano, durante a entrega do Título de Cidadã Feirense à artista. A obra foi inspirada na figura histórica de Maria Quitéria e na iconografia produzida pelo pintor inglês Augustus Earle em 1823, a partir dos registros da escritora inglesa Maria Graham.
Em 2009, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou a mudança do nome do Livro dos Heróis da Pátria para Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria, incluindo Maria Quitéria entre os nomes de destaque nacional.
O conceito de patrimônio histórico-cultural abrange bens materiais e imateriais que, pela sua relevância, precisam ser preservados por representarem riqueza cultural para a sociedade.
A Caixa d’Água do Tomba, construída em 1984 como parte do Sistema Integrado de Abastecimento de Água de Pedra do Cavalo, ganhou, nesta quinta-feira (4), o reconhecimento oficial como patrimônio cultural de Feira de Santana.
A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 09/2025, de autoria do presidente Marcos Lima (União Brasil), que formaliza a integração do monumento ao conjunto de bens culturais da cidade.
Localizada na zona sul, no bairro Tomba, a estrutura se tornou referência histórica, visual e urbanística para os feirenses. O formato característico, que remete a um disco voador, consolidou o reservatório como ícone urbano e cartão-postal de Feira de Santana.
Marcos Lima destacou a importância simbólica do espaço ao justificar a proposta: “sua importância cultural é efetiva, sendo objeto de registros artísticos, homenagens e manifestações que reforçam a memória coletiva e a identidade local”.
Com 30 metros de altura, 20 metros de colunas e 10 metros de reservatório, a Caixa d’Água do Tomba segue sendo um dos elementos arquitetônicos mais reconhecidos da paisagem feirense e frequentemente utilizado como símbolo da cidade.
Vitrines e fachadas de lojas e empresas de Feira de Santana terão um incentivo a mais para investir em decoração especial neste fim de ano. Além do retorno do Natal Encantado, que traz atrações nacionais da MPB para a cidade, a Prefeitura apresenta o 1º Concurso Cultural de Decoração Natalina, iniciativa realizada em parceria com entidades de classe.
O lançamento será feito nesta quarta-feira (3), às 10h, durante coletiva à imprensa no Paço Municipal Maria Quitéria. Na ocasião, serão divulgados os prazos para inscrição, as categorias concorrentes, os critérios de avaliação e as informações sobre a premiação destinada aos participantes.
O concurso integra o conjunto de ações promovidas pela gestão municipal para fortalecer o ambiente festivo do período e estimular a participação de comerciantes e prestadores de serviços na construção da atmosfera natalina da cidade. A proposta também busca incentivar a criatividade e valorizar o trabalho de decoração que, tradicionalmente, ganha mais destaque nesta época do ano.
A iniciativa é considerada pioneira no município e conta com apoio da CDL e CDL Jovem, da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana, do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista, do Centro das Indústrias, do Shopping Popular Cidade das Compras e da Associação dos Vendedores Ambulantes de Feira de Santana. As entidades atuam como parceiras na divulgação e no fortalecimento do concurso junto ao setor produtivo local.
Feira de Santana se prepara para dois dias de celebrações voltadas à valorização da história e da cultura afro-brasileira, com destaque para a Marcha Zumbi dos Palmares e uma ampla programação cultural no Espaço Marcus Moraes, nos dias quarta-feira, 19, e quinta-feira, 20 de novembro.
A Marcha Zumbi dos Palmares abre as atividades na quarta-feira, 19, reunindo grupos e entidades de matrizes africanas em um cortejo que ressalta a força da identidade negra na cidade. A concentração será às 16h na Praça D. Pedro I, seguindo pelas avenidas Senhor dos Passos e Getúlio Vargas até o Espaço Marcus Moraes. Mais de 15 representações participarão, entre blocos afros, escolas de samba, afoxés e grupos de santo, em um ato que reafirma a luta contra o racismo e a busca por visibilidade para a diversidade cultural e religiosa de Feira.
Na quinta-feira, 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, o Espaço Marcus Moraes recebe a programação a partir das 10h. A abertura será seguida de um momento de reflexão com os palestrantes Gilsam Santana e Hely Pedreira, que abordarão temas ligados à resistência, memória e direitos do povo negro.
Ao longo do dia, coletivos e grupos culturais movimentam o espaço, incluindo o Coletivo da Baixada, Coletivo de Hip Hop, Coletivo de Reggae, Coletivo de Samba, além de rodas de capoeira, samba de roda e outras expressões tradicionais. A programação musical reúne Tambores Urbanos, Banda Monte Sião, Marcionílio Prado, Gilsam Santana, Banda Cativeiro, Nelma Marks e Kbelo Duro, com participações especiais de vocalistas de bandas de reggae e grupos percussivos. O encerramento está previsto para 22h.
A Avenida Getúlio Vargas será novamente tomada pela arte e pelo talento feirense neste domingo (9), com mais uma edição da Feira na Avenida. O evento, que já se consolidou como um dos maiores encontros de arte e cultura ao ar livre de Feira de Santana, reúne três grandes projetos: Arte na Avenida, Feira de Antiguidades e Lá na Rua.
Promovida pela Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), a iniciativa transforma uma das principais avenidas da cidade em um grande espaço de convivência, lazer e valorização da cultura local.
A programação foi pensada para agradar a todos os públicos e é um verdadeiro mosaico da identidade feirense. O público vai encontrar artesanato, música, literatura, fotografias, plantas, gastronomia, antiguidades e empreendedorismo, em uma mistura que celebra as diversas expressões artísticas e a criatividade de Feira de Santana.
Mais do que um evento comercial, a Feira na Avenida é um convite para viver a arte ao ar livre, reencontrar amigos e celebrar o que Feira de Santana tem de melhor: seu povo criativo, acolhedor e cheio de boas ideias.
A feira acontece das 8h às 13h, na Avenida Getúlio Vargas, no trecho próximo à Igreja São Domingos. Quem quiser participar como expositor pode se inscrever gratuitamente, de forma presencial, na sede da Secretaria de Cultura, localizada na Rua Estados Unidos, nº 37, Centro. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h.
Política /
05 de novembro de 2025 - 13H 40m
A diferença entre os valores previstos para as pastas da Agricultura e da Comunicação no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 foi alvo de críticas da oposição na Câmara Municipal de Feira de Santana. Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (5), o vereador Ivamberg (PT) chamou atenção para o que considera uma distorção nas prioridades do orçamento enviado pelo Poder Executivo.
De acordo com o parlamentar, a proposta prevê aproximadamente R$ 8,1 milhões para a Secretaria de Agricultura, enquanto a Secretaria de Comunicação deve receber cerca de R$ 17 milhões.
“Algumas coisas nos chamam a atenção nesse orçamento: mais uma vez a Secretaria de Agricultura tem um orçamento irrisório. Vamos só lembrar que nós temos oito distritos aqui em Feira de Santana, que têm a sua importância. Eu não quero aqui pensar que a administração atual continua com aquele pensamento de que os distritos não compõem o município. Eu acho que deve ter mudado esse pensamento, porque o prefeito passado tinha esse pensamento. R$ 8.150.250, que não muda muito, então comparado com a Comunicação, que tem R$ 17 milhões, não que a Comunicação não seja importante”, afirmou Ivamberg.
O vereador destacou que a verba destinada à Agricultura permanece praticamente inalterada em relação aos anos anteriores e defendeu mais investimentos nas áreas rurais e nos distritos. A proposta da LOA começou a ser discutida pelos vereadores nesta quarta e deve retornar ao plenário na próxima terça-feira (11) para nova rodada de debates, antes de seguir para votação.
A partir do dia 13 de novembro, o Museu Casa do Sertão da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) será cenário para o projeto Cenas Urbanas, que apresenta sua primeira exposição itinerante com o tema “A Cultura do Vaqueiro no Portal do Sertão”. A proposta é proporcionar uma imersão no universo simbólico de uma das figuras mais emblemáticas da cultura nordestina.
A mostra reúne imagens que retratam o cotidiano, os gestos e as expressões daqueles que mantêm viva a tradição vaqueira. “Precisamos valorizar mais aquilo que nos pertence. Não devemos nos esquecer de que o vaqueiro foi e é o grande símbolo do sertanejo guerreiro. Acredito que o público vá se identificar com as imagens selecionadas para a exposição”, afirma o fotógrafo Gutemberg Suzarte.
Em Feira de Santana, cidade que nasceu das antigas feiras de gado e do encontro entre o sertão e o litoral, o vaqueiro é mais do que um personagem histórico: é um elemento estruturante da economia e da identidade cultural.
“O tema escolhido para a primeira edição do Cenas Urbanas remete à origem da urbe sertaneja no século XVIII e à forma como essa influência permanece na atualidade. As fotografias representam aspectos da tradição, cultura e estilo de vida do sertanejo, um patrimônio imaterial do Estado da Bahia reconhecido desde 2011. Figura importante no desenvolvimento de Feira de Santana”, destaca Danielle Rodrigues, produtora executiva do projeto.
Como parte da programação, será realizado no dia 13 de novembro, das 9h às 17h30, o workshop “A psicogeografia como extensão poética do espaço fotográfico”. Os participantes receberão certificado de 8 horas, e a atividade acontecerá no próprio Museu Casa do Sertão.
O governador da Bahia participou, nesta segunda-feira (27), da abertura do Encontro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado da Bahia (FETAG-BA), realizado em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG). O evento acontece no Centro de Convenções de Feira de Santana e segue até terça-feira (28).
Com o tema “Sindicalismo Forte, Campo Vivo, Brasil Soberano!”, o encontro reúne lideranças sindicais, agricultores e representantes de movimentos sociais de diversas regiões do estado para discutir políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à valorização do trabalho no campo.
Durante os dois dias de programação, estão previstas palestras, painéis temáticos e mesas de diálogo sobre crédito rural, sustentabilidade, acesso à terra e políticas de incentivo à produção agrícola. A presença do governador reforça o compromisso do Governo da Bahia com o desenvolvimento rural e com o fortalecimento das organizações representativas dos trabalhadores do campo.
A FETAG-BA é uma das mais expressivas entidades sindicais do setor rural no estado e atua, em parceria com a CONTAG, na defesa dos direitos dos agricultores e agricultoras familiares, além de promover ações de formação e fortalecimento do sindicalismo rural.
Símbolo da história e da identidade de Feira de Santana, o prédio que hoje abriga o MAP nasceu como Mercado Municipal e atravessou mais de um século de transformações.
No topo de uma das entradas do Mercado de Arte Popular (MAP), a inscrição “1915” marca o ano de inauguração do antigo Mercado Municipal, que funcionou no local por quase 70 anos. Em 2025, o prédio histórico, símbolo da vida comercial e cultural da cidade, completa 110 anos.
Idealizado ainda nos tempos do Império, o espaço teve sua construção aprovada pela Câmara Municipal apenas em 1901, já durante a República. As obras começaram 13 anos depois e foram concluídas em 1915, sob a administração do intendente Bernardino Bahia. O projeto arquitetônico é assinado por Acciolly Ferreira da Silva, que concebeu um prédio imponente, de paredes largas e traços que mesclam os estilos gótico e neoclássico. O edifício ocupa cerca de 25% de um quarteirão no centro da cidade.
O entreposto foi criado para consolidar a feira livre que deu origem e nome a Feira de Santana. No local, funcionavam comerciantes de carnes, cereais e diversos gêneros alimentícios, tanto no atacado quanto no varejo, atendendo às demandas de um comércio em plena expansão.
Com a transferência da feira para o Centro de Abastecimento, em meados da década de 1970, o Mercado Municipal perdeu sua função original e fechou as portas por alguns anos. Após passar por reformas, ganhou nova identidade: o comércio cedeu espaço à cultura, e o prédio foi reaberto como Mercado de Arte Popular.
Entre as intervenções feitas na revitalização, destacam-se os dois painéis do artista plástico feirense Juracy Dórea, intitulados O Vaqueiro e A Feira, instalados nas entradas dos sanitários. Desde então, o MAP se consolidou como um ponto de efervescência artística e cultural, abrigando expressões de música, dança, teatro, artesanato, culinária e literatura de cordel.
Mais do que um espaço de compras, o MAP é um lugar de convivência, celebração e identidade. Nos seus mais de 60 boxes, visitantes e turistas encontram o melhor da arte e da cultura sertaneja, um testemunho vivo da transformação de Feira de Santana ao longo dos últimos 110 anos.
O Governo Municipal de Feira de Santana manifesta profundo pesar pelo falecimento do músico, artesão e líder cultural José Ivanito de Jesus Portela, mais conhecido como Nilton Rasta, ocorrido na manhã desta segunda-feira (29). Ele tinha 62 anos e lutava contra um câncer de próstata, diagnosticado em 2024. Nilton estava internado no Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA).
Figura respeitada no cenário artístico e cultural de Feira de Santana, Nilton Rasta deixa um legado de mais de três décadas de dedicação à música e à valorização da identidade afro-brasileira. Além de percussionista talentoso, era também presidente do grupo de afoxé Pomba de Malê, fundado no bairro Rua Nova, uma das expressões culturais mais tradicionais da cidade.
Neste ano, durante a Micareta de Feira de Santana, o grupo Pomba de Malê foi homenageado pelo Governo Municipal em celebração aos 40 anos de atuação na folia momesca, consolidando a importância do afoxé no carnaval fora de época e no fortalecimento da cultura afro-feirense.
O prefeito José Ronaldo de Carvalho lamentou profundamente a perda e destacou a contribuição de Nilton para a cultura do município. “Nilton Rasta foi um artista comprometido com sua comunidade, com a cultura e com a valorização das raízes do nosso povo. Sua partida representa uma grande perda para Feira de Santana. Que Deus conforte os familiares e amigos neste momento de dor”, declarou o prefeito.
O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lôbo, também expressou seu pesar. “Nilton era um símbolo de resistência cultural, um verdadeiro embaixador da percussão e da cultura afro em Feira. Ele deixa um legado que continuará inspirando gerações”.
A Prefeitura de Feira de Santana se solidariza com a família, amigos, integrantes do grupo Pomba de Malê e com toda a comunidade cultural, reafirmando seu compromisso com a preservação e valorização da memória de artistas que tanto contribuíram para a identidade cultural da cidade.
Encerrada no domingo (14), a 46ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana foi marcada por recorde de público, movimentação intensa de negócios e satisfação dos pequenos empreendedores. O Parque de Exposição João Martins da Silva ficou lotado diariamente, reforçando o papel do evento como vitrine do agronegócio e espaço de lazer para as famílias.
Para o secretário municipal de Agricultura, Silvoney Araújo, o resultado da feira confirma a retomada em grande estilo. “A gente esperava uma presença grande, mas o que vimos superou todas as nossas expectativas. Esta edição marca a retomada da nossa exposição, que volta a ter a grandeza de antes e reafirma sua importância para o setor”, destacou.
Além da movimentação econômica, a Expofeira também se consolidou como programa de lazer. “Vimos jovens, casais e famílias inteiras. Muitas crianças tiveram o primeiro contato com animais como touros, cavalos e pôneis, experiências que ficam para sempre na memória”, observou o secretário.
A segurança foi reforçada com a atuação da Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e bombeiros civis. Outro ponto positivo foi o transporte gratuito oferecido entre segunda e sexta-feira, que beneficiou mais de oito mil passageiros.
Cultura /
11 de setembro de 2025 - 16H 34m
O Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca/Uefs) completa 30 anos e comemora a data com uma programação cultural gratuita em Feira de Santana. O evento, realizado desde 2007, terá atividades artísticas ao longo de todo o dia 19 de setembro, das 9h às 22h, reunindo exposições, apresentações de música, teatro, dança e outras manifestações culturais nos principais espaços da instituição.
Para marcar as três décadas de história do Cuca, o público poderá conferir exposições em diferentes locais da instituição. No foyer do teatro, estará a mostra comemorativa “Cuca 30 Anos: Trilhas de Memória e Futuro”. No Museu Regional de Arte (MRA), serão exibidas “Nordeste Destino”, do artista Jean Lima, e “A Pele do Invisível”, das artistas Lu Brito e Técia Borges. Na Galeria Carlo Barbosa, será apresentada a primeira exposição individual do artista feirense Astronauta de Mármore, “Toda Vez que Você Me Vê”.
O evento transforma todos os espaços do Cuca, incluindo o teatro italiano, o teatro de arena, o museu e a galeria, em palcos simultâneos para apresentações de música, teatro, dança, artes visuais, literatura e outras manifestações artísticas, valorizando tanto talentos locais quanto artistas convidados.
Além das atividades culturais, a programação inclui a Feira de Saberes e Sabores, com artesanato e produtos da culinária local, promovendo a economia popular e solidária.
A Cidade da Cultura realiza neste domingo, 7, a partir das 14h, a 2ª edição da Bata de Feijão, manifestação tradicional da zona rural de Feira de Santana. O evento tem a participação de caceteiros e biatadeiras do distrito de Tiquaruçu. A entrada será solidária, mediante doação de 1kg de alimento não perecível.
A Bata de Feijão é uma tradição em que, após a colheita, homens e mulheres se reúnem para separar o grão das vagens em um ritual coletivo. De forma ritmada, os caceteiros batem as vagens com pedaços de madeira, enquanto as biatadeiras peneiram os grãos. A atividade, regada a cantos de colheita e acompanhada de cachaça, transformava o trabalho em celebração comunitária, marcada por gratidão pela fartura.
Para o fundador da Cidade da Cultura e mestre da cultura popular, Asa Filho, a iniciativa busca preservar essa tradição que é ameaçada pelo avanço tecnológico. “Hoje é a máquina que cata o feijão. Antes, eram os homens e mulheres fortes do campo, em um verdadeiro rito de celebração da colheita. Como esse costume se perdeu, fazemos agora como uma festa, para que não seja esquecido”, explica.
A 2ª Bata de Feijão da Cidade da Cultura é um projeto contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro da Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.
Cidade da Cultura
Fundada em 2004 por Asa Filho, a Cidade da Cultura é um espaço dedicado à preservação e difusão da cultura sertaneja. Reunindo objetos, memórias, sabores e saberes do sertão e do interior baiano, oferece música, comidas típicas e experiências que valorizam as tradições locais. Reconhecida como Ponto de Memória da Caatinga, está localizada na Rua H, nº 170, Conjunto João Paulo II, em Feira de Santana.
Os novos membros do Conselho Municipal de Cultura de Feira de Santana para o biênio 2025-2027 foram empossados no início desta semana, pelo prefeito José Ronaldo. A entidade é composta por representantes de órgãos governamentais e de entidades civis e é presidida pelo secretário municipal de Cultura, Cristiano Lobo.
O secretário de Cultura, Cristiano Lobo deu as boas vindas aos novos conselheiros e destacou o papel da entidade. “Sabemos da importância do conselho para fortalecimento das atividades culturais, através de um processo democrático governamental e civil. Nosso propósito maior é colaborar para o desenvolvimento da cultura e reiteramos o compromisso de nosso trabalho enquanto presidente do conselho”, afirmou.
Logo após a solenidade de posse, os novos conselheiros elegeram como vice-presidente a cantora Thalita Costa, representante dos músicos. Na oportunidade também foi eleito Humberto Luiz Lima de Oliveira, representante da Academia Feirense de Letras.