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Feira de Santana / 05 de março de 2026 - 02h 10m

Cerca de 800 homens autores de violência doméstica passam por acompanhamento em Feira de Santana

Cerca de 800 homens autores de violência doméstica passam por acompanhamento em Feira de Santana
Foto: Reprodução
Compartilhamento Social

Um projeto desenvolvido em Feira de Santana tem atuado no acompanhamento e na conscientização de homens autores de violência doméstica, com o objetivo de evitar a reincidência e promover mudanças de comportamento. A iniciativa é realizada pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres em parceria com o Judiciário da 1ª e da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Somente em 2025, segundo os órgãos, cerca de 800 homens passaram pelo atendimento da equipe responsável pelo projeto. O trabalho é realizado a partir de um termo de cooperação firmado entre o Tribunal de Justiça da Bahia e o Município, garantindo estrutura adequada para os atendimentos.

A proposta busca fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, atuando não apenas na proteção das vítimas, mas também na responsabilização e reeducação dos agressores. De acordo com o juiz Wagner Ribeiro Rodrigues, fundador do projeto, a participação dos homens ocorre por determinação judicial. Quando a medida protetiva é expedida, o autor da violência também recebe uma intimação obrigatória para comparecer ao acompanhamento realizado pelas Varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Ao chegar ao local, os homens são atendidos por uma equipe multidisciplinar formada por psicóloga e assistentes sociais. O trabalho é baseado na escuta qualificada, orientação e acompanhamento psicossocial, com foco na conscientização sobre a gravidade da violência doméstica e suas consequências legais, sociais e familiares. De acordo com dados apresentados pelo magistrado, o índice de reincidência entre os participantes do projeto é considerado baixo, cerca de 2%. Isso significa que, a cada 100 homens atendidos, apenas dois voltam a cometer violência doméstica e familiar.

Além das participações obrigatórias, alguns homens retornam de forma espontânea ao serviço, o que demonstra, segundo os responsáveis pela iniciativa, que o acompanhamento tem contribuído para a reflexão e mudança de comportamento.


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