Cesta básica recua no mês de fevereiro em Feira de Santana, aponta levantamento da Uefs
O custo da cesta básica registrou queda em Feira de Santana no mês de fevereiro, segundo levantamento do Programa Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos, desenvolvido pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Em comparação com janeiro, a redução foi de 1,28%. No acumulado dos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, a retração chega a 0,73%.
Apesar da queda no valor total da cesta, alguns produtos registraram aumento expressivo de preço. Na comparação com o mês anterior, o feijão teve alta de 16,74%, enquanto o tomate subiu 11,43%, sendo os itens com maiores elevações no período. Por outro lado, também houve redução significativa em alguns produtos. A banana-prata apresentou queda de 14,20%, enquanto o óleo de soja ficou 9,57% mais barato em fevereiro.
O levantamento também analisou o peso das principais refeições no orçamento do consumidor feirense. O gasto médio com o almoço tradicional, composto por arroz, feijão, carne e farinha, representou 38,84% do valor destinado à cesta básica no mês de fevereiro. O percentual é 1,33 ponto percentual superior ao observado em janeiro, quando era de 37,51%.
Já o custo do café da manhã, formado por pão, manteiga, café, leite e açúcar, comprometeu 36,37% do orçamento destinado à alimentação básica, participação inferior à registrada no mês anterior, que foi de 36,95%.
De acordo com o estudo, o custo da cesta básica comprometeu 36,81% do salário mínimo líquido do trabalhador feirense em fevereiro, considerando o valor após os descontos previdenciários. O índice é 0,47 ponto percentual menor que o registrado em janeiro, quando o comprometimento era de 37,28%. Para adquirir os produtos da cesta básica, o trabalhador precisou dedicar 81 horas e 31 minutos de trabalho no mês de fevereiro.