De 2022 a 2026: urnas redesenham força de nomes tradicionais de Feira; veja quem cresceu e quem encolheu
As eleições de 2026 redesenharam o tamanho eleitoral de alguns dos nomes mais conhecidos da política de Feira de Santana. Comparando apenas candidatos ligados diretamente ao município e que disputaram o mesmo cargo em 2022 e 2026, os números mostram desde crescimento expressivo até perdas superiores a 80% da votação local.
O caso mais acentuado de queda é o de Carlos Geilson. Na disputa para deputado estadual de 2022, ele recebeu 15.912 votos em Feira. Quatro anos depois, novamente candidato à Assembleia Legislativa, terminou com 1.982 votos no município. A diferença foi de 13.930 votos a menos, uma redução de aproximadamente 87,5%.
Também candidato a deputado federal nas duas eleições, Zé Neto (PT) passou de 62.915 votos em Feira em 2022 para 59.127 em 2026. A queda foi de 3.788 votos, equivalente a cerca de 6%. Mesmo com a redução, continuou sendo o candidato a federal mais votado pelos feirenses.
Já Zé Chico (União Brasil) praticamente manteve o tamanho de sua votação local. Na última eleição, recebeu 34.540 votos em Feira. No pleito deste ano, teve 34.182. Foram apenas 358 votos a menos, uma oscilação de pouco mais de 1%.
Entre os candidatos a deputado estadual, Pastor Tom apresentou movimento contrário. Ele saiu de 10.518 votos em Feira para 17.103. O crescimento foi de 6.585 votos, aproximadamente 62,6%. Apesar da alta, não conseguiu retornar à Assembleia Legislativa.
Ângelo Almeida (PT) foi um dos que se destacou nas urnas, ampliando a sua votação na Princesa do Sertão. Em 2022, então filiado ao PSB, recebeu 8.128 votos em Feira. Este ano, já no PT, alcançou 11.384, um aumento de 3.256 votos, ou cerca de 40%.
Outro nome que cresceu foi Lulinha da Gente (União Brasil). Ele passou de 7.100 votos em 2022 para 8.207 em 2026, acréscimo de 1.107 votos, o que representa em torno de 15,6%.
A comparação mostra trajetórias bastante diferentes entre nomes que disputam há anos o eleitorado feirense. Enquanto Carlos Geilson perdeu a maior parte da votação que tinha quatro anos antes, Pastor Tom e Ângelo Almeida conseguiram ampliar suas bases. Zé Chico permaneceu praticamente estável e Zé Neto teve uma redução mais moderada.
O levantamento do Blog do Velame considera exclusivamente votos recebidos em Feira de Santana, não levando em conta a votação total obtida pelos candidatos em outros municípios da Bahia, nem candidatos sem trajetória política diretamente vinculada à cidade.
Entre os nomes comparados, Pastor Tom foi quem mais cresceu em número absoluto, com 6.585 votos a mais. Em percentual, a alta também foi expressiva, de cerca de 62,6%. Já Carlos Geilson apresentou a maior perda, com 13.930 votos a menos e retração aproximada de 87,5%.