Demora na fila da regulação leva Comissão de Saúde da Câmara a convocar audiência pública em Feira
A demora na transferência de pacientes pelo sistema de regulação do Estado voltou a gerar preocupação em Feira de Santana e levou a Comissão de Saúde da Câmara Municipal a convocar uma audiência pública para debater o problema. O anúncio foi feito pelo vereador Lulinha (União), durante pronunciamento na sessão desta terça-feira (17), ao relatar casos recentes e cobrar providências.
Presidente da comissão, o edil criticou a lentidão no encaminhamento de pacientes para unidades de referência e cobrou explicações do Governo do Estado. “É preciso uma cobrança do que vem acontecendo com frequência em Feira de Santana, nas UPAs, policlínicas e também no interior. Mães e pais de família estão morrendo sem conseguir uma regulação para hospital”, afirmou.
Segundo Lulinha, a gravidade da situação foi constatada durante visita à UPA do bairro Queimadinha, realizada ao lado do vereador Luiz da Feira (PP), que também integra a Comissão de Saúde. Na unidade, os vereadores buscaram informações sobre a morte de três pessoas que não conseguiram aguardar transferência, além de casos de pacientes que chegaram a esperar mais de seis dias por uma vaga.
“Encontramos pessoas aguardando por dias, sentadas em cadeiras, sem a devida assistência. É algo sub-humano. Tem gente ficando até 15 dias esperando regulação”, relatou.
Diante do cenário, a Comissão de Saúde deve promover, em breve, uma audiência pública com a participação de representantes do Governo do Estado e do Município, coordenadores de unidades de saúde, profissionais da área, deputados, imprensa e a população.
A proposta, segundo o vereador, é discutir soluções e cobrar medidas para reduzir o que ele classificou como “fila da morte” no sistema de regulação. “A gente quer que as pessoas sejam tratadas como seres humanos. Não é possível continuar dessa forma”, disse.
Apesar das críticas, Lulinha destacou uma informação considerada positiva durante a visita à unidade. A UPA da Queimadinha deverá ser elevada para porte 3 e passar por ampliação, com reforço na estrutura e inclusão de atendimento ortopédico. A unidade deve seguir modelo semelhante ao da UPA do bairro Mangabeira, que também contará com ampliação.
A audiência pública ainda terá data definida e deve reunir autoridades e representantes da saúde para discutir os entraves e buscar alternativas para melhorar o fluxo de atendimento e reduzir o tempo de espera por regulação.