Deputado Angelo Almeida propõe Tarifa Zero no VLT e metrô
Quanto custa para um baiano chegar ao trabalho, estudar, cuidar da saúde ou simplesmente circular pela própria cidade? Para o deputado estadual Angelo Almeida, a resposta não deveria depender da renda de cada cidadão. O parlamentar apresentou indicação ao Governo do Estado para que seja adotada a gratuidade para os usuários do VLT de Salvador e do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.
A proposta coloca em discussão o meio de fazer com que os sistemas sobre trilhos, além de conectar territórios, sejam efetivamente acessíveis à população. Para Angelo, quando o Estado investe em grandes estruturas de mobilidade, é preciso garantir que os benefícios desses equipamentos cheguem também a quem mais precisa. “Não basta construir caminhos se parte da população não consegue percorrê-los por causa do preço. A mobilidade também precisa ser acessível. Tarifa Zero é uma discussão sobre o direito de circular, de trabalhar, estudar, acessar serviços e oportunidades”, afirma o deputado.
O VLT representa uma transformação especialmente para o Subúrbio Ferroviário de Salvador, ao ampliar conexões com outras regiões da cidade. O metrô, por sua vez, já desempenha papel central nos deslocamentos entre Salvador e Lauro de Freitas. Juntos, os sistemas sobre trilhos ampliam a capacidade de circulação da população e aproximam diferentes territórios de empregos, instituições de ensino, serviços de saúde, comércio e outras oportunidades.
Para trabalhadores, estudantes e famílias de menor renda, porém, o custo diário do transporte representa uma despesa permanente. A proposta de gratuidade busca eliminar essa barreira e liberar parte do orçamento familiar para necessidades como alimentação, educação e saúde.
A discussão também ganha espaço com a Lei Federal nº 15.432/2026, que estabelece a acessibilidade econômica como princípio do transporte público e prevê que União, estados, Distrito Federal e municípios possam criar programas de custeio destinados à concessão de benefícios tarifários, por meio de subsídios ou subvenções. “Estamos falando de acesso à cidade e às oportunidades. Quando uma pessoa deixa de ir a uma entrevista de emprego, a uma aula ou a uma consulta porque não pode arcar com o transporte, existe uma barreira econômica impedindo sua circulação”, destaca Angelo.
A Tarifa Zero já é uma realidade em expansão no país. Segundo os dados apresentados na indicação, mais de 140 municípios brasileiros adotam a gratuidade integral em seus sistemas de transporte, com experiências que apontam impactos sobre a circulação de pessoas e a atividade econômica. Na Bahia, a proposta considera ainda o momento de implantação do VLT como uma oportunidade para discutir a política tarifária desde o início da operação, articulando infraestrutura, integração e acesso.
Para Angelo, a discussão vai além da eliminação de uma passagem. Trata-se de definir como os investimentos públicos em mobilidade podem ampliar o acesso da população aos direitos, às oportunidades e à própria cidade.