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Feira de Santana / 15 de outubro de 2026 - 03h 06m

Família denuncia suposta negligência após morte de bebê no Hospital da Mulher de Feira de Santana

Família denuncia suposta negligência após morte de bebê no Hospital da Mulher de Feira de Santana
Foto: Divulgação/PMFS
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A morte da bebê Serena, durante o atendimento à mãe, no Hospital da Mulher de Feira de Santana, motivou uma denúncia pública de familiares, que cobram investigação sobre a assistência prestada na unidade. Em publicações nas redes sociais, a família afirma que a gestante chegou ao hospital com a filha apresentando batimentos cardíacos e questiona a demora na realização de uma cesariana. O procedimento ocorreu na manhã de quarta-feira (14), quando, segundo os relatos, a criança já estava sem vida.

De acordo com uma nota assinada por Jaciara da Cruz Nere, a gestante Elis Lane Nere Bastos Souza estava com 39 semanas de gravidez e havia passado por uma consulta de pré-natal na terça-feira (13), no povoado de Cabeça da Vaca, em Santo Estêvão. Conforme o documento divulgado pela família, naquele atendimento não foram identificadas alterações na gestação.

Após começar a sentir dores, Elis seguiu para Feira de Santana. Durante o trajeto, ainda segundo a nota, foi avaliada no hospital do distrito de Bravo de Serra Preta, onde os batimentos cardíacos da bebê teriam sido ouvidos, sem identificação de problemas naquele momento.

A família relata que a gestante chegou ao Hospital da Mulher às 16h e passou pela triagem cerca de duas horas depois. Nessa avaliação, os batimentos da bebê teriam sido novamente identificados. Ainda conforme a denúncia, aproximadamente duas horas mais tarde foi realizado um exame de toque, sem nova escuta dos batimentos, e a paciente recebeu orientação para aguardar mais duas horas até outra avaliação.

De acordo com a nota, após ser internada e encaminhada à sala de pré-parto, Elis passou por uma nova tentativa de monitoramento, mas a equipe não conseguiu ouvir o coração da criança. Um médico teria utilizado, então, um aparelho de ultrassom e constatado a ausência de batimentos.

Os familiares afirmam que, naquele momento, foi indicada uma cesariana de urgência. No entanto, sustentam que a gestante continuou sentindo contrações durante a madrugada e que o procedimento só foi realizado a partir das 6h30 de quarta-feira, com a retirada da criança sem vida.

A denúncia também questiona as informações repassadas sobre a causa da morte. Conforme os parentes próximos, um médico teria atribuído o óbito à aspiração de mecônio, mas registrado causa desconhecida na declaração de óbito.

Em outras publicações, uma familiar também alega que Elis teria permanecido sem acompanhante durante parte do atendimento e por horas após a cirurgia. Segundo esse relato, depois de uma breve entrada do pai para ver a mãe e a bebê, a família só teria conseguido novo acesso à paciente perto das 14h.

“Não estamos apenas denunciando um atendimento, estamos clamando por respeito, por justiça e para que outras famílias não passem pela mesma dor”, afirma a nota divulgada, que solicita apuração sobre possível negligência, falhas na assistência e divergências no registro da causa da morte.


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