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Saúde / 20 de outubro de 2026 - 03h 32m

Feira de Santana registra aumento de mais de 5.700% nos casos confirmados de chikungunya

Feira de Santana registra aumento de mais de 5.700% nos casos confirmados de chikungunya
Foto: Reprodução
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Feira de Santana enfrenta um avanço expressivo da chikungunya em 2026. Entre janeiro e a primeira quinzena de outubro, o município registrou 1.868 notificações da doença, das quais 1.050 foram confirmadas. O número representa um aumento de mais de 5.700% em relação às 18 confirmações contabilizadas entre janeiro e o final de outubro de 2025, quando houve apenas 30 casos notificados.

Diante do crescimento, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensificou as ações de enfrentamento ao Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da chikungunya, dengue e zika. O trabalho é desenvolvido pelas equipes do Centro Municipal de Controle de Endemias, com reforço das visitas domiciliares, identificação de focos e orientação à população.

Durante as atividades, os agentes percorrem bairros e comunidades para eliminar possíveis criadouros e conscientizar os moradores sobre a importância de evitar o acúmulo de água em recipientes como garrafas, pneus, vasos de plantas e outros objetos.

Além das medidas tradicionais, a Prefeitura prepara a implantação do método Wolbachia, tecnologia que utiliza mosquitos portadores da bactéria de mesmo nome para reduzir a capacidade do Aedes aegypti de transmitir os vírus responsáveis pelas arboviroses. A estratégia deverá complementar as ações já realizadas no município.

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, destacou que o enfrentamento ao mosquito depende também da colaboração dos moradores. Recentemente, a Prefeitura convocou novos agentes de combate às endemias para reforçar o quadro de profissionais responsáveis pelas atividades de prevenção.

“É importante que cada pessoa verifique o quintal de casa, observe se há uma tampinha de refrigerante, uma garrafa ou qualquer recipiente acumulando água. Nossas equipes estão nas ruas, visitando as residências, orientando os moradores e eliminando possíveis criadouros. Estamos intensificando esse trabalho diante do aumento dos casos e também avançando na implantação de novas tecnologias, como o método Wolbachia. Mas precisamos que a população caminhe de mãos dadas conosco. Sem essa participação, não vamos conseguir vencer essa luta contra o mosquito”, afirmou.

Segundo Matos, o aumento das notificações também está associado ao fortalecimento da vigilância epidemiológica. A Secretaria Municipal de Saúde realizou capacitações com profissionais das redes pública e privada para ampliar a identificação de casos suspeitos e garantir o registro das ocorrências.

“Quando estamos mais próximos dos serviços de saúde e incentivamos os profissionais a notificarem os casos suspeitos, conseguimos identificar melhor o cenário epidemiológico. A vigilância faz uma diferença muito grande para prevenir epidemias e direcionar as ações de saúde”, ressaltou.

O titular da pasta orientou ainda que pessoas com sintomas como febre, dores nas articulações e inchaço procurem atendimento médico. Como a chikungunya pode apresentar manifestações semelhantes às da dengue e da zika, a avaliação profissional é necessária para o diagnóstico adequado.

Em Feira de Santana, os atendimentos de urgência são realizados nas três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nas seis policlínicas municipais, que funcionam 24 horas por dia, inclusive nos distritos de Humildes e Maria Quitéria (São José).


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