Festival ‘Feira Canta Feira’ reúne nomes da música feirense em espetáculo gratuito no Centro de Convenções
A música produzida em Feira de Santana terá uma noite dedicada à valorização dos artistas da terra na sexta-feira (18), quando o Teatro do Centro de Convenções recebe o Festival Feira Canta Feira. O espetáculo, com início às 20h, foi idealizado para dar visibilidade à produção musical feirense e reunir no mesmo palco diferentes estilos, histórias e gerações que ajudam a traduzir a identidade cultural da cidade.
Com entrada gratuita, o evento conta com apresentações de artistas que representam a diversidade sonora de Feira de Santana. Estão confirmados Dionorina, cantor, compositor, violonista e professor reconhecido como um dos grandes nomes do reggae na Bahia; Camila Pereira, dona de um repertório que passeia entre MPB, rock e música regional; Maryzélia, sambista de voz marcante e forte ligação com o samba tradicional e do Recôncavo; Paula Sanffer, cantora, compositora e instrumentista feirense com trajetória consolidada na música baiana e participação no The Voice Brasil; além de Matheus Amorim, artista autoral com destaque na cena local e estadual.
Mais do que um espetáculo musical, o festival foi concebido como um encontro entre estilos e trajetórias artísticas, com o objetivo de emocionar o público, despertar memórias afetivas e reforçar o protagonismo dos talentos locais. A proposta prevê que cada artista apresente um repertório composto por quatro canções, construído de forma a dialogar com sua identidade artística e com a própria história da cidade.
O roteiro de cada apresentação inclui uma música autoral, uma canção de trabalho do artista, um clássico da música brasileira e uma composição feirense que alcançou projeção nacional. A proposta busca estabelecer uma conexão entre passado e presente da produção cultural do município.
O festival também prestará homenagem especial a dois nomes históricos da música baiana com raízes feirenses: os saudosos Carlos Pitta e Jorge de Angélica, reconhecidos pela contribuição à cultura popular e à música produzida no interior do estado.
A iniciativa acontece em um momento em que Feira de Santana reforça sua posição como um dos principais polos criativos do interior da Bahia, berço de artistas e movimentos culturais relevantes. Mesmo com esse cenário, muitos talentos locais ainda enfrentam dificuldades para ampliar o alcance de seus trabalhos, e o projeto surge justamente como uma ação de fortalecimento dessa cena.
A concepção do festival é assinada pelo jornalista e produtor Caíque Marques, responsável também pela direção artística, em parceria com a jornalista Beatriz Ferreira. A direção musical é de Marcus Rossini, enquanto a cenografia leva a assinatura de Matheus Guimarães, do projeto Chão de Palha.