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Saúde / 03 de junho de 2026 - 08h 25m

Fibromialgia e dor crônica: tratamento especializado pode devolver qualidade de vida aos paciente

Fibromialgia e dor crônica: tratamento especializado pode devolver qualidade de vida aos paciente
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Conviver diariamente com dor não deveria ser normalizado. Para pessoas com fibromialgia e outras condições de dor crônica, tarefas simples como dormir, trabalhar, caminhar, permanecer muito tempo sentado ou até manter a concentração podem se tornar desafios constantes. Em muitos casos, o sofrimento é silencioso, incompreendido e impacta diretamente a saúde física, emocional e social dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga, distúrbios do sono, cansaço persistente, alterações de memória e maior sensibilidade ao toque. Segundo o Ministério da Saúde, a condição atinge principalmente mulheres e pode afetar significativamente a qualidade de vida. Além dela, dores na coluna, artrites, artroses, neuropatias e dores decorrentes de doenças crônicas também fazem parte da realidade de milhares de pessoas.

Nesse cenário, a medicina da dor surge como uma importante aliada no tratamento e no controle dos sintomas. A especialidade atua de forma individualizada, buscando identificar as causas da dor e associar diferentes estratégias terapêuticas para melhorar a funcionalidade, o bem-estar e a autonomia do paciente.

O médico Diego Argolo, que atua na área de medicina da dor, explica que o tratamento vai além da prescrição de medicamentos.

“A dor crônica não afeta apenas o corpo. Ela interfere no sono, no humor, nas relações sociais, na produtividade e até na autoestima do paciente. Muitas pessoas passam anos convivendo com dores sem procurar um acompanhamento especializado e acabam acreditando que aquilo é normal”, afirma.

Segundo Diego, o tratamento precisa ser construído de forma individualizada, respeitando a rotina, o histórico e as limitações de cada paciente. “A medicina da dor trabalha justamente para devolver funcionalidade e qualidade de vida. Nem sempre o objetivo inicial é zerar completamente a dor, mas permitir que o paciente volte a dormir melhor, trabalhar, se movimentar e realizar atividades simples do dia a dia com menos sofrimento”, explica.

Embora Feira de Santana seja conhecida pelas altas temperaturas, este período do ano costuma trazer noites mais amenas e temperaturas mais baixas, especialmente entre maio e o inverno. Para pessoas com fibromialgia, dores articulares e outras síndromes dolorosas, essas mudanças climáticas podem aumentar a sensação de rigidez muscular e desconforto corporal.

“O frio favorece a contração muscular e pode aumentar a percepção dolorosa em alguns pacientes. Mesmo sem temperaturas extremas, muitas pessoas relatam piora dos sintomas em períodos de clima mais ameno, principalmente durante a noite e no início da manhã”, destaca Diego Argolo.

O médico orienta que medidas simples podem ajudar no controle dos sintomas, como manter o corpo aquecido, preservar uma rotina de sono adequada, evitar o sedentarismo e manter o tratamento regular.

Mais do que aliviar dores, o tratamento especializado busca devolver qualidade de vida e funcionalidade aos pacientes. O acompanhamento adequado também contribui para reduzir impactos emocionais frequentemente associados às dores crônicas, como ansiedade, estresse e depressão.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia não tem cura, mas possui tratamento e controle. O diagnóstico precoce e o cuidado contínuo fazem diferença para que o paciente consiga viver com mais conforto, autonomia e bem-estar.


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