×
Eleições 2026 / 05 de outubro de 2026 - 12h 50m

Figuras conhecidas do eleitorado feirense, Colbert, Dayane e Geilson patinam nas urnas e não chegam a 10 mil votos

Figuras conhecidas do eleitorado feirense, Colbert, Dayane e Geilson patinam nas urnas e não chegam a 10 mil votos
Compartilhamento Social

A eleição de 2026 deixou uma mensagem clara para alguns nomes tradicionais da política de Feira de Santana. Figuras que já comandaram a Prefeitura, ocuparam cadeiras no Congresso Nacional ou passaram pela Assembleia Legislativa tiveram desempenho modesto nas urnas e não conseguiram transformar o reconhecimento acumulado ao longo dos anos em novos mandatos.

Entre os casos estão o ex-prefeito Colbert Martins (PSDB), a ex-deputada federal Dayane Pimentel (União Brasil) e o ex-deputado estadual Carlos Geilson. Juntos, os três carregavam históricos eleitorais relevantes, mas terminaram a eleição muito abaixo das votações alcançadas em seus melhores momentos políticos.

Colbert Martins, por exemplo, recebeu apenas 8.019 votos na Bahia em sua tentativa de chegar à Assembleia Legislativa. Desse total, 6.306 vieram de Feira de Santana, o equivalente a quase 79% de toda a sua votação.

O desempenho chama atenção principalmente pelo currículo do candidato. Médico e integrante de uma família tradicional da política feirense, Colbert já exerceu mandatos de deputado federal e chegou à Prefeitura depois de ser eleito vice-prefeito na chapa de José Ronaldo em 2016. Assumiu o comando do município em 2018 e, dois anos depois, conquistou nas urnas a permanência no cargo.

Em 2020, Colbert venceu o segundo turno para prefeito com 164.831 votos. Seis anos depois, recebeu pouco mais de 6 mil votos dos feirenses na disputa proporcional. Antes da passagem pela Prefeitura, o tucano já havia acumulado uma longa trajetória eleitoral. Foi eleito deputado federal em 2002 e novamente em 2006. Também disputou a Prefeitura de Feira em diferentes oportunidades e concorreu à Câmara dos Deputados em 2010 e 2014.

A votação de 2026 reforça a dificuldade de Colbert em reconstruir capital eleitoral depois da saída da Prefeitura. Apesar do histórico e da exposição acumulada durante os anos à frente do Executivo, sua candidatura não conseguiu recuperar a dimensão eleitoral que o levou a superar 164 mil votos apenas seis anos antes.

Outro nome que sofreu uma queda ainda mais acentuada foi Dayane Pimentel. A ex-deputada federal recebeu 5.303 votos em toda a Bahia, sendo apenas 1.828 em Feira de Santana. O resultado está distante da eleição que projetou Dayane para a política nacional. Em 2018, então filiada ao PSL e identificada com a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro, ela conquistou 136.742 votos e foi a quarta candidata a deputada federal mais votada da Bahia. Naquele ano, recebeu 15.928 votos somente em Feira.

A vitória fez de Dayane a primeira mulher de Feira de Santana eleita deputada federal. Professora e formada em Letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), ela chegou à Câmara em meio à onda eleitoral que impulsionou candidatos ligados a Bolsonaro em todo o país. A relação política com o ex-presidente, no entanto, foi rompida durante o mandato. Desde então, Dayane não conseguiu repetir o desempenho de 2018.

Em 2020, disputou a Prefeitura de Feira e terminou com 13.949 votos. Dois anos depois, tentou renovar o mandato de deputada federal pelo União Brasil, mas caiu para 29.979 votos em toda a Bahia e não conseguiu se reeleger. Em 2026, a votação recuou novamente, desta vez para pouco mais de 5 mil votos. A diferença é expressiva: em oito anos, Dayane saiu de 136.742 votos para 5.303, uma redução superior a 96%.

Carlos Geilson, por sua vez, também voltou a enfrentar dificuldades nas urnas. O radialista recebeu 2.578 votos na Bahia, sendo 1.982 em Feira de Santana. Assim como ocorreu com Colbert, mais de três quartos de sua votação ficaram concentrados no município. O ex-parlamentar tenta há anos retornar a um cargo eletivo. Ele foi eleito deputado estadual em 2010, com 37.205 votos, e reeleito em 2014, quando alcançou 47.401. Em 2018, recebeu 44.402 votos, mas ficou fora da lista inicial de eleitos, embora tenha voltado temporariamente à Assembleia como suplente.

A partir daí, os resultados passaram a mostrar uma queda contínua. Em 2020, Carlos Geilson disputou a Prefeitura de Feira e obteve 12.689 votos. Em 2022, na tentativa de retornar à Assembleia, recebeu 24.019 votos e novamente não conseguiu se eleger. Dois anos depois, decidiu concorrer a vereador em Feira, mas terminou a eleição com apenas 1.741 votos e ficou fora da Câmara Municipal. Foram necessários ao menos 2.247 votos para o vereador eleito com menor votação naquele pleito. O resultado de 2026 amplia a sequência de derrotas e evidencia o distanciamento entre a votação que já garantiu dois mandatos estaduais e o desempenho atual.

Os três casos têm características diferentes, mas apontam para um fenômeno semelhante. Colbert, Dayane e Geilson continuam sendo nomes conhecidos do eleitorado feirense, porém reconhecimento não significou, desta vez, capacidade de mobilização nas urnas.


Compartilhamento Social

Histórico

2019
set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2018
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2017
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2016
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2015
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2014
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2013
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2012
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2011
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2010
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2009
dez | nov | out | set | ago | jul | jun | mai | abr | mar | fev | jan
2008
dez | nov