Flávio recebe apoio de Caiado, PP e União Brasil e promete indicar ministros do STF “que não usem a caneta para fazer perseguição política”
Após largar na frente no primeiro turno, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ampliou, nesta terça-feira (6), a rede de apoios para a reta final da eleição presidencial, ao receber a adesão de Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno, enquanto a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, também oficializou apoio à sua candidatura. Nos últimos dias, ele já havia recebido manifestações favoráveis do ex-presidente Michel Temer (MDB).
A decisão de Caiado foi anunciado durante encontro político em Goiânia. O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), também aderiu à candidatura do PL. Flávio participou da agenda acompanhado ainda de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito de São Paulo e um dos aliados envolvidos nas articulações para ampliar os apoios no segundo turno.
Outra adesão relevante veio da Federação União Progressista. União Brasil e PP decidiram apoiar formalmente Flávio no segundo turno após reunião das bancadas e lideranças das duas legendas. A decisão amplia a coalizão partidária em torno do candidato do PL, que também negocia novas adesões com partidos do centro e da direita.
Durante o evento em Goiás, Flávio voltou a colocar o Supremo Tribunal Federal no centro de seu discurso. O candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende indicar ministros com posições contrárias ao aborto e às drogas e que, segundo suas palavras, respeitem as instituições e não utilizem “a caneta para fazer perseguição política”.
O discurso repete uma posição apresentada por Flávio anteriormente na campanha. Em agosto, ele já havia afirmado que buscaria nomes que, na avaliação dele, não utilizassem o cargo para cometer “injustiça” e que estivessem comprometidos com o que classificou como recuperação da segurança jurídica e da credibilidade do Supremo. As declarações fazem parte das críticas do candidato à atuação de ministros da Corte, especialmente Alexandre de Moraes.
Em Goiânia, Flávio também mencionou propostas na área de segurança pública e direito penal, entre elas redução da maioridade penal, aumento de penas para determinados crimes, classificação de organizações criminosas como grupos terroristas e castração química para autores de crimes sexuais. As medidas dependeriam, conforme o caso, de alterações legislativas e aprovação do Congresso.