Governador afirma que violência na Bahia teve redução e promete ampliar investimentos na segurança pública
Após a divulgação da queda de 22% nas mortes violentas na Bahia no primeiro trimestre de 2026, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que o Estado seguirá investindo no fortalecimento da segurança pública, com ampliação das ações de inteligência, uso de tecnologia e reforço do efetivo das forças policiais.
Os dados foram apresentados na quarta-feira (8) pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), durante balanço realizado no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador. Segundo o levantamento, entre janeiro e março deste ano foram registradas 864 ocorrências, contra 1.109 no mesmo período de 2025, o que representa a redução anunciada pelo governo estadual.
Ao comentar os números, Jerônimo destacou que a queda também foi observada em outras regiões do estado. De acordo com o governador, Salvador registrou redução de 29%, enquanto a Região Metropolitana apresentou queda de 19%.
“Só em Salvador a redução foi quase 30%, 29% de redução de mortes violentas em Salvador. Na região metropolitana isso caiu 19% e na Bahia inteira, 22%. Então nós temos que continuar na pegada”, afirmou durante entrevista concedida ao apresentador José Eduardo, na Baiana FM.
O chefe do Executivo estadual ressaltou ainda a frequência das operações realizadas pelas forças de segurança em diversas regiões da Bahia. Segundo ele, em alguns dias são desencadeadas múltiplas ações simultâneas, com foco no combate à criminalidade. “Vocês acompanham aqui e noticiam, nós temos praticamente duas, três, quatro e até cinco operações no mesmo dia”, declarou.
Jerônimo afirmou que o governo não pretende reduzir os investimentos na área e garantiu a continuidade do aporte em inteligência, modernização tecnológica e concursos públicos para ampliação do efetivo.
“Não vou abrir mão de investir em inteligência, de investir em concursos públicos para fortalecer, modernizar e atualizar o nosso efetivo, seja de bombeiro, seja de DPT, seja de polícia técnica, seja de polícia militar”, acrescentou.