Grave acidente provoca congestionamento quilométrico na BR-324, em Feira de Santana
Um acidente envolvendo dois caminhões de carga provocou um congestionamento quilométrico na BR-324, na madrugada deste sábado (22), em Feira de Santana, por volta de 0h30. A colisão aconteceu nas proximidades do Portal do Sertão e deixou motoristas presos na rodovia durante horas.
De acordo com um dos motoristas ouvidos pelo Blog, a pista estava escorregadia e sem sinalização adequada após serviços de recapeamento asfáltico realizados no trecho. A condição da via teria contribuído para o acidente.
Após a colisão, parte da carga de pneus transportada por um dos veículos foi saqueada por populares. A ação aconteceu antes da chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que esteve no local para controlar a situação e tentar liberar o trânsito.
A retirada dos caminhões, no entanto, demorou. Segundo motoristas que ficaram retidos na rodovia, o guincho só conseguiu chegar ao local cerca de três horas após o acidente. Durante esse período, o congestionamento se estendeu por vários quilômetros.
Um dos motoristas envolvidos foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Apesar de ser transportado com vida, não há, até o momento, informações atualizadas sobre o estado de saúde.
Além do congestionamento, a situação provocou momentos de tensão entre os motoristas que permaneceram parados na rodovia durante quase toda a madrugada. Alguns chegaram a deixar os veículos por receio de assaltos e outras ações criminosas.
A preocupação é agravada pela frequência de acidentes registrados no mesmo trecho. Um motorista que estava entre os veículos retidos contou ao blog que passou por uma situação semelhante há cerca de 15 dias.
“Há 15 dias, um acidente aconteceu nesse mesmo local. Só conseguimos sair por volta das 8h30. Passamos a noite em claro na pista, correndo risco de assalto ou de qualquer ação criminosa. Isso é um absurdo, um tamanho descaso”, relatou o condutor, que preferiu não se identificar.
O novo acidente volta a levantar questionamentos sobre a segurança da BR-324, especialmente após o fim da privatização.