De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo teve início no primeiro andar do imóvel e se espalhou rapidamente, impulsionado pela grande quantidade de produtos inflamáveis, como móveis e equipamentos eletrônicos armazenados no espaço. Quando as equipes chegaram, o incêndio já estava em estágio avançado.
A tenente Jéssica Cerqueira explicou que a ocorrência exigiu uma operação prolongada. “Fomos acionados às 21h com a presença de fumaça saindo da loja. Ao acessarmos o local, identificamos que o foco estava no primeiro andar e já havia uma grande quantidade de fogo. Realizamos o combate durante toda a noite”, afirmou.
O trabalho dos bombeiros enfrentou dificuldades estruturais. Segundo a oficial, o prédio não possui aberturas laterais ou janelas no pavimento superior, o que limitou o acesso das equipes ao foco do incêndio. Diante disso, foi necessário utilizar uma autoescada e iniciar o combate por cima da edificação, com apoio de um imóvel vizinho. As equipes se revezaram ao longo da madrugada para controlar as chamas.
Outro fator que dificultou a operação foi a ausência de hidrantes na região. Para garantir o abastecimento de água, caminhões-pipa foram utilizados, com dois reabastecimentos realizados com apoio do Exército e da Secretaria Municipal de Agricultura.
Durante a ocorrência, também foi constatado que a loja não possuía vistoria do Corpo de Bombeiros, nem equipamentos básicos de segurança, como extintores ou um plano de combate a incêndios. A situação deve ser apurada pelos órgãos competentes.
O incêndio causou grande prejuízo material, destruindo diversos eletrodomésticos e eletrônicos armazenados no local. A intensidade das chamas e a variedade de materiais presentes dificultam, até o momento, a identificação da origem do fogo. A causa do incêndio será determinada por meio de perícia técnica.
Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de vítimas, já que a loja estava fechada no momento em que o incêndio começou. Equipes da Prefeitura de Feira de Santana também prestaram apoio durante a operação, e parte da rua permanece sem fornecimento de energia elétrica.
A Defesa Civil do município deve realizar uma vistoria na estrutura do prédio para avaliar possíveis danos e riscos, além de definir as condições de segurança do imóvel após o incêndio.