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Política / 16 de dezembro de 2025 - 06h 48m

Intimidação, autoritarismo e pressão psicológica: ex-funcionários e militantes denunciam bastidores do PSOL de Feira

Intimidação, autoritarismo e pressão psicológica: ex-funcionários e militantes denunciam bastidores do PSOL de Feira
Foto: Divulgação
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Intimidação. Autoritarismo. Pressão psicológica. As denúncias sobre os bastidores do PSOL de Feira de Santana se acentuam a cada dia, sobretudo após a publicação do Blog do Velame que trouxe à tona acusações envolvendo a legenda no âmbito da Justiça Eleitoral. O que começou como repercussão política passou a expor, nos comentários, relatos pessoais de pessoas que afirmam ter vivenciado internamente práticas incompatíveis com o discurso público do partido.

De forma recorrente, os comentários apontam que os fatos revelados não causaram surpresa. Para parte dos leitores, o episódio apenas rompeu o silêncio em torno de situações que já circulavam nos bastidores, mas que dificilmente ganhavam espaço público. A publicação funcionou como gatilho para que críticas represadas viessem à tona, muitas delas acompanhadas de experiências pessoais.

Entre as manifestações, Iago Gomes questionou o tratamento do caso como novidade e indicou que as denúncias apenas confirmariam uma dinâmica já conhecida por quem acompanhava o funcionamento interno da legenda.

“Quero saber onde está a novidade. Isso sempre foi comentado nos bastidores. O problema é que, enquanto o discurso nas redes era bonito, internamente a prática era outra”, escreveu.

Não faltaram relatos mais complexos, especialmente de pessoas que afirmam ter atuado diretamente em estruturas ligadas ao partido. Um dos depoimentos mais contundentes foi feito por Rafael Gironova, que relatou ter trabalhado em um mandato associado ao PSOL e descreveu uma experiência marcada por desgaste emocional e ausência de apoio.

“Acreditei no projeto, trabalhei por anos, muitas vezes sem receber nada. Mas, na prática, era autoritarismo, pressão psicológica e perseguição. Internamente, reproduzia tudo aquilo que nas redes dizia combater”, afirmou.

Rafael relatou ainda que a experiência deixou consequências que extrapolaram o campo político. “Não foi só frustração política. Isso afetou minha vida pessoal e profissional. Carrego traumas até hoje”.

Na mesma linha, João Vitor, que afirmou ter atuado como assessor parlamentar, sustentou que os episódios relatados não podem ser tratados como casos isolados. Segundo ele, haveria um padrão de condutas problemáticas naturalizadas dentro da estrutura partidária.

“Não é um caso pontual. Existe um histórico de invisibilização de mulheres, de racismo, de violência de gênero e de assédio. Quando alguém tenta denunciar, a resposta é o silêncio ou a tentativa de desqualificar quem fala”, escreveu.

A repercussão ocorre em um momento sensível para o PSOL em Feira de Santana. Jhonatas Monteiro, que já ocupou uma cadeira na Câmara Municipal e se consolidou como um dos nomes mais conhecidos da legenda, sendo o mais votado da história, na última eleição, mas não conseguindo se eleger em razão do quociente eleitoral. Ainda assim, segue como principal referência política do partido no município e um dos pré-candidatos em 2026, o que faz com que as denúncias atinjam diretamente o núcleo de sua atuação política.

Diante da enxurrada de denúncias, a repercussão deixou de se concentrar exclusivamente no processo judicial citado em questão e passou a expor questionamentos mais amplos sobre a coerência entre discurso e prática, o tratamento dado a militantes e assessores e o funcionamento interno do PSOL em Feira de Santana. Até o momento, não há manifestação pública do diretório municipal do partido nos comentários da publicação.

Confira alguns dos relatos a seguir:



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