Inusitado: vereador exige que Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Feira se pronuncie sobre ‘genocídio espiritual’ na China
A Câmara Municipal de Feira de Santana segue sendo palco de assuntos inusitados, que quase pouco ou nada dialogam com as realidades locais. Depois de críticas a Madonna, fake news sobre mudança de trechos da Bíblia, entre outros exemplos confusos, agora a pauta da vez foi o “genocídio espiritual” na China.
De forma inusitada, na manhã desta quarta-feira (15), o vereador bolsonarista Ismael Bastos (PL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana para defender que a Comissão de Direitos Humanos do Legislativo se posicione contra à perseguição de cristãos no país asiático.
Segundo o edil, 30 pastores teriam sido presos pelo sistema comunista, que estaria violando a liberdade de expressão e de culto dos cristãos. “O que estão fazendo com os nossos irmãos chineses é uma covardia. É desumanidade. É afronta aos céus. Lanço aqui um desafio direto: que a comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Feira de Santana possa tomar uma posição em defender a perseguição religiosa que está acontecendo na China”, discursou, cometendo equívoco no próprio pedido.
Durante a sessão, o parlamentar apresentou ainda uma moção de repúdio à situação, pedindo atenção e manifestação formal. A iniciativa, embora distante do escopo da Casa da Cidadania, dialoga diretamente com o eleitorado evangélico. “Deixo um aviso aos tiranos: quanto mais nos perseguem, mais o Evangelho cresce”, concluiu Bastos.