Jerônimo nega conhecer Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e cobra investigação rigorosa
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), negou, nesta quinta-feira (9), qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e afastou a existência de um suposto acordo político com o grupo de ACM Neto para silenciar as denúncias envolvendo a instituição financeira.
As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Giro Baiano – 1ª edição, comandado pelo jornalista José Eduardo, em meio à repercussão das revelações feitas pela CPI do Crime Organizado sobre o caso. Segundo documentos enviados à comissão, há indícios de movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas a grupos políticos na Bahia.
Ao ser questionado sobre uma possível relação pessoal com Daniel Vorcaro, Jerônimo foi categórico e afirmou nunca ter encontrado ou conversado com o empresário. “Não, eu não o conheço”, respondeu o governador durante a entrevista.
Na mesma conversa, o chefe do Executivo baiano confirmou ter tido apenas um encontro com Augusto Lima, apontado como um dos fundadores ligados ao grupo Master. De acordo com ele, a agenda teve como pauta a apresentação de um projeto social voltado ao combate à fome.
“Ele veio apresentar um projeto com a esposa dele de combate à fome, e todos que me apresentam debates importantes, como combate à fome e desemprego, eu acolho, eu recebo, mas não tenho relação”, afirmou.
Jerônimo também rebateu rumores sobre um suposto “pacto de silêncio” entre seu grupo político e a pré-campanha de ACM Neto para evitar que o escândalo do Banco Master seja explorado durante o processo eleitoral. “Eu não pactuo com essas coisas de ficar escondendo informações em detrimento da publicidade das coisas que são de interesse da população. Eu espero que a Justiça seja bem rigorosa nesses aspectos”, declarou.
O governador ainda negou qualquer irregularidade em contratos do Estado com o banco e voltou a afirmar que não houve repasse de recursos públicos para a instituição financeira. “Nos meus 3 anos e meio, nós não repassamos recursos para o Banco Master. Espero que essa situação possa ser bastante elucidada. Quem tiver de responder, que responda”, concluiu.
O caso ganhou maior repercussão após a liquidação da instituição pelo Banco Central, em dezembro de 2025, em meio às investigações sobre fraudes no sistema financeiro nacional. Banco Master passou a ser alvo de apurações da Polícia Federal e de comissões parlamentares, com desdobramentos que alcançam o cenário político nacional.