Jerônimo promete ampliar a rede de saúde na Bahia e destaca ausência de hospital municipal em Feira
O pré-candidato ao Governo da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, afirmou, nesta quarta-feira (22), durante entrevista ao programa Resenha das 7, da rádio Bahia FM, que pretende ampliar a rede hospitalar do estado e fortalecer a atenção básica como estratégia para reduzir a pressão sobre o sistema de saúde. Ao comentar a promessa de zerar a fila da regulação, ainda não alcançada durante sua gestão, Jerônimo atribuiu parte do problema à insuficiência da estrutura de saúde mantida pelos municípios, responsável pelos atendimentos de menor complexidade.
“Se você chegar em Feira de Santana hoje, não tem hospital municipal. Se alguém cair e machucar um dedo, vai precisar ir até um hospital estadual ou até uma UPA. A oferta de vagas para a atenção básica não é suficiente”, alegou.
De acordo com o pré-candidato, grandes municípios concentram uma procura superior à capacidade de atendimento disponível. Para enfrentar esse cenário, ele afirmou que tem dialogado com prefeitos e colocado o Governo do Estado à disposição para apoiar a implantação de hospitais municipais.
“Tenho conversado com os prefeitos e colocado o Estado à disposição para ajudar na implantação de hospitais municipais, porque precisamos fortalecer a atenção básica e desafogar a rede estadual”, disse.
Jerônimo também destacou ações realizadas na área da saúde durante sua gestão. De acordo com ele, 15 hospitais foram entregues e cerca de seis mil novos leitos foram disponibilizados na rede estadual ao longo dos últimos três anos e meio. Apesar de reconhecer que a fila da regulação ainda não foi eliminada, afirmou que pretende dar continuidade aos investimentos.
“Entregamos 15 hospitais e criamos seis mil leitos. Não conseguimos zerar a fila da regulação, mas vamos continuar trabalhando para completar essa rede nos próximos quatro anos”, declarou.
Na área econômica, o pré-candidato afirmou que pretende atrair novas empresas para a Bahia, com foco na geração de empregos, especialmente para os jovens. Ao abordar a segurança pública, o petista disse que o problema vai além da atuação policial e defendeu investimentos em inteligência e tecnologia.
“Segurança pública não é só policial. Segurança pública também é inteligência, e nesses seis primeiros meses do ano 1,5 mil procurados já foram presos por reconhecimento facial”, concluiu.