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Política / 11 de setembro de 2025 - 05h 30m

Jhonatas Monteiro critica aprovação de detectores em escolas de Feira: ‘Baboseira demagógica da extrema-direita’

Jhonatas Monteiro critica aprovação de detectores em escolas de Feira: ‘Baboseira demagógica da extrema-direita’
Foto: Reprodução
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A Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou, na última terça-feira (19), o projeto de lei, de autoria do vereador Edvaldo Lima (União Brasil), que autoriza a instalação de detectores de metais nas escolas da rede municipal. A pauta, no entanto, tem sido alvo de polêmicas.

Além do mérito em questão, o Executivo não precisaria de autorização para implementar a medida, caso assim desejasse, portanto, o projeto de lei não se justificaria. Este é o entendimento do ex-vereador e líder do PSOL, Jhonatas Monteiro, por exemplo.

O historiador criticou duramente a aprovação, classificando como uma pauta alarmante, simplista e irrealista da extrema-direita. Em um texto nas redes sociais, o ex-parlamentar recordou que as escolas municipais convivem com problemas muito mais graves.

“A Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que autoriza a instalação de detectores de metais nas escolas municipais: é a típica baboseira demagógica vinda da extrema-direita, sem nem falar que a prefeitura não precisa de ‘autorização’ para tomar esse tipo de medida. É proposta alarmista, simplista e irrealista de quem não sabe nada do ‘chão da escola’, inclusive porque
‘desconhece’ que a rede municipal ainda convive com problemas básicos com a qualidade da merenda, falta de materiais de limpeza, déficit e desvalorização de profissionais”, disse Monteiro.

O objetivo da medida, segundo o documento, é prevenir situações de violência e evitar a entrada de armas de fogo ou objetos cortantes nos estabelecimentos de ensino. A aquisição dos equipamentos deverá ser custeada com recursos do Fundo Municipal de Educação.

Segundo o texto aprovado, que provocou polêmica, a utilização dos detectores ficará sob responsabilidade de guardas municipais ou agentes de portaria, que deverão receber treinamento adequado. O procedimento deve ocorrer de forma a não atrapalhar o funcionamento das aulas nem comprometer o ambiente pedagógico.

“Transformar estudante em suspeito não é solução. A redução de casos de violência na escola vem com uma comunidade escolar acolhedora, ou seja, boas condições de funcionamento, vínculo forte com as famílias, apoio psicossocial disponível e protocolos de segurança claros. Espero que, em demonstração de bom senso e respeito aos estudos sobre o assunto, o prefeito vete. Fará muito mais pela segurança escolar, de partida, se começar a cumprir a Lei 394/2022 que prevê profissionais de Psicologia e Serviço Social nas escolas do município”, concluiu o psolista.


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