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Feira de Santana / 29 de julho de 2026 - 12h 00m

Levantamento do IBGE coloca Feira entre as três cidades com maior número de produtores rurais do país

Levantamento do IBGE coloca Feira entre as três cidades com maior número de produtores rurais do país
Foto: Reprodução
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O município de Feira de Santana ocupa a terceira posição entre as cidades brasileiras com o maior número de produtores rurais. O dado faz parte de um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última quinta-feira (23), com base nas informações do Censo Agropecuário de 2017.

São 9.191 produtores rurais, ficando entre os maiores polos do setor no país. Além da expressiva quantidade de trabalhadores, a cidade também se destaca pela participação feminina no comando das propriedades rurais.

O levantamento mostra que 55,6% dos estabelecimentos agropecuários do município são administrados por mulheres, o maior percentual da Bahia. No estado, apenas Santo Estêvão (55,5%), Antônio Cardoso (51,0%) e Pedrão (50,9%) também registram maioria feminina na gestão das propriedades.

No cenário estadual, a Bahia lidera o ranking nacional em número de estabelecimentos rurais, concentrando 762.848 produtores, o equivalente a 15% de todas as propriedades agropecuárias do Brasil.

Além de Feira de Santana, outras três cidades baianas aparecem entre os dez municípios com maior número de produtores rurais do país: Casa Nova ocupa a sexta posição, com 7.509 produtores; Juazeiro aparece em nono lugar, com 7.288; e Macaúbas fecha o ranking na décima colocação, com 7.189.

Os dados também evidenciam a importância do setor para a economia baiana. Em 2017, o estado possuía a maior população ocupada na agropecuária do país, reunindo cerca de 2,1 milhões de trabalhadores, o equivalente a 13,9% da força de trabalho rural brasileira.

Embora os homens ainda representem a maioria na liderança das propriedades rurais baianas, com 74,4%, o estado registra a segunda menor proporção masculina do país, atrás apenas de Pernambuco. A média nacional é de 81%.

O perfil dos produtores também revela desafios para o setor. A pesquisa aponta um envelhecimento da população rural, com 45% dos produtores na faixa etária entre 45 e 65 anos. Os agricultores com até 45 anos representavam apenas 29,5% do total.

Outro dado que chama atenção é o nível de escolaridade. O levantamento identificou que 32,1% dos produtores rurais baianos eram analfabetos, percentual quase três vezes superior à taxa de analfabetismo registrada na população do estado no mesmo período. Além disso, 22,4% nunca frequentaram uma escola e apenas 2,9% concluíram o ensino superior.

O IBGE informou que pretende realizar uma nova edição do Censo Agropecuário em 2027, com o objetivo de atualizar o retrato da produção rural e do perfil dos trabalhadores do campo no Brasil.


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