Líder de Zé Ronaldo critica ocupação de prédio do INSS e alega uso político para mobilização em Feira
O líder do Governo na Câmara Municipal de Feira de Santana, vereador José Carneiro (União Brasil), criticou, durante a sessão desta terça-feira (5), a ocupação do antigo prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), realizada por cerca de 100 famílias no último sábado (2), no centro da cidade.
Ao fazer uso da tribuna para comentar o caso, o vereador afirmou repudiar “veementemente” a ação, atribuindo a mobilização a interesses políticos. Segundo o edil, além da ocupação em si, a presença de lideranças e agentes políticos no local teria caráter eleitoral.
“Repudio veementemente essa atitude, não só de quem invadiu, mas principalmente de quem estava lá comandando a invasão. Lá tinha políticos com objetivo exclusivo de tirar proveito eleitoral. A gente lamenta que ainda tenham pessoas com essa índole, trabalhando com esse objetivo de prejudicar a coisa pública”, declarou.
José Carneiro também afirmou que o prefeito José Ronaldo (União Brasil) já havia solicitado oficialmente o imóvel ao Governo Federal, há cerca de cinco meses, para a instalação de uma secretaria municipal.
“O prefeito Zé Ronaldo já requereu, há cinco meses, aquele prédio para utilizar como secretaria do município. Até hoje, os responsáveis pelo prédio não deram resposta”, disse o líder governista.
A ocupação foi organizada pela Frente Nacional de Luta do Campo e da Cidade (FNL), que defende a destinação social do imóvel, atualmente sem uso, e reivindica políticas públicas de habitação e melhorias no acesso a benefícios previdenciários.
De acordo com os manifestantes, o imóvel encontra-se sem utilização há anos e, por se tratar de patrimônio público, deveria cumprir função social, especialmente diante do crescimento da vulnerabilidade social no município.
Além da questão habitacional, o movimento denuncia dificuldades enfrentadas por usuários no acesso a benefícios previdenciários, como demora na análise de processos, entraves burocráticos e falta de respostas em demandas judiciais envolvendo o órgão.