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Feira de Santana / 21 de maio de 2026 - 03h 31m

Médico defende uso do Mounjaro no SUS e aponta impacto positivo para saúde pública de Feira

Médico defende uso do Mounjaro no SUS e aponta impacto positivo para saúde pública de Feira
Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Feira
Compartilhamento Social

O médico cirurgião William Campinho defendeu, durante pronunciamento na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta quinta-feira (21), a disponibilização da tirzepatida, princípio ativo do medicamento conhecido popularmente como Mounjaro, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, de acordo com o especialista, poderia gerar impactos positivos tanto para a saúde pública quanto para a economia do município.

A fala ocorreu em apoio ao Projeto de Lei nº 1/2026, de autoria do vereador Marcos Lima, aprovado pela Câmara. A proposta autoriza o Município a instituir diretrizes para disponibilização e aplicação do medicamento nas unidades de saúde como estratégia complementar no tratamento da obesidade.

Atuando há mais de 16 anos na área de cirurgia geral e obesidade, William Campinho afirmou que o investimento no tratamento pode representar economia futura para os cofres públicos.

“Seria viável para o Município investir agora e depois colher os bons resultados. Muitas pessoas perguntam quanto custa tratar a obesidade, mas a pergunta correta é: quanto custa não tratar? Precisamos pensar no impacto causado por pacientes com depressão, AVC e outras doenças relacionadas à obesidade”, destacou.

O especialista destacou que a tirzepatida tem apresentado resultados comparáveis aos da cirurgia bariátrica, principalmente quando o tratamento é acompanhado de forma estruturada. “Hoje temos esse arsenal poderosíssimo, a tirzepatida, que faz o paciente entregar resultados equiparáveis à cirurgia bariátrica. E acima de tudo, com economia e redução do tempo de tratamento”, disse.

Ainda segundo o médico, o uso isolado do medicamento pode levar cerca de 72 semanas para apresentar resultados mais efetivos, enquanto um acompanhamento multidisciplinar estruturado reduz esse período para aproximadamente seis meses. William Campinho ressaltou que o debate vai além da estética e trata diretamente de saúde pública.

“Quando falamos em obesidade, estamos falando de uma doença crônica e progressiva. Não estamos cuidando apenas do peso do paciente, mas prevenindo diabetes, apneia, infarto, AVC, gordura no fígado, depressão e mortes prematuras”, pontuou.

Ao encerrar a participação na Câmara, o profissional chamou atenção para os índices crescentes de obesidade no Brasil. De acordo com ele, dados de 2025 apontam que cerca de 60% da população brasileira está com sobrepeso ou obesidade. “Feira de Santana não foge dessa realidade. Precisamos apoiar esse debate e garantir acolhimento, estratégia e tratamentos eficazes para os pacientes na rede pública”, concluiu.


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