‘O Estado não pode ser um Estado matador’, diz Jerônimo ao anunciar novos investimentos em segurança pública
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu na última terça-feira (4) que o combate ao crime deve ser firme, mas sem abusos nem violações de direitos humanos. A declaração foi feita durante o anúncio de novos investimentos estaduais na área de segurança pública.
“O Estado não pode ser um Estado matador. Não pode. Não é o Estado que tem que fazer isto. O Estado tem que mediar”, afirmou o governador, ao comentar a Operação Contenção, deflagrada no último dia 28 pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em 121 mortes, entre elas as de quatro policiais, e se tornou a mais letal operação policial já registrada no país.
Jerônimo comparou a atuação fluminense com a Operação Freedom, realizada na Bahia, que prendeu pelo menos 35 pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa. A ação foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia, com apoio das polícias Militar, Civil do Ceará e Federal, e resultou na morte de um homem que não teve a identidade divulgada.
“A mão forte do Estado precisa acontecer. Não vamos dar trégua ao crime organizado na Bahia. Mas minha ordem é que possamos cercar, prender e entregar os investigados à Justiça”, disse o governador.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, destacou que a operação é exemplo da eficácia do uso de inteligência policial para desarticular facções sem recorrer ao confronto direto.
“Este é um exemplo concreto da nova doutrina de segurança pública que tem a preservação da vida como prioridade máxima. Os resultados contribuirão para a elucidação de ao menos 30 homicídios em Salvador e reforçam a tese de que é possível ser implacável contra o crime e, ao mesmo tempo, agir com responsabilidade e total aderência à lei”, afirmou o secretário.
A Operação Freedom faz parte de uma série de ações integradas entre as forças de segurança estaduais e federais. O governo da Bahia tem reforçado a política de enfrentamento ao crime organizado com foco em inteligência policial, cooperação interestadual e investimentos em tecnologia e estrutura.