Operação contra esquema de sonegação fiscal de R$ 400 milhões cumpre mandados em Feira de Santana
Uma operação coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) cumpriu mandados de busca e apreensão em Feira de Santana na manhã desta quinta-feira (21), durante investigação de um esquema de sonegação fiscal estimado em R$ 400 milhões no setor de combustíveis.
A ação, batizada de “Operação Khalas”, resultou na prisão preventiva de um servidor público estadual e de outras duas pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa. Mandados também foram cumpridos em Salvador, Camaçari e Candeias.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais relacionadas à prática de sonegação fiscal.
O esquema envolvia a importação irregular de insumos químicos, como nafta e solventes, que eram desviados para unidades clandestinas de mistura de combustíveis, conhecidas como “batedeiras”. Além das prisões, a operação também afastou dois servidores públicos municipais da cidade de Candeias.
A força-tarefa responsável pela ação é formada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Ministério Público do Estado da Bahia, pela Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa da Secretaria da Fazenda da Bahia e pela Polícia Civil, através do Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária.
Segundo o MPBA, a operação é um desdobramento da “Operação Primus”, deflagrada em outubro de 2025, e tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro e operacional da organização criminosa investigada.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. Participaram da ação oito promotores de Justiça, 26 delegados, 90 policiais civis, além de servidores do Ministério Público, da Secretaria da Fazenda e policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.