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Política / 30 de outubro de 2025 - 11h 46m

Operação mais letal do Rio de Janeiro repercute na Câmara de Feira: “A gente precisa modificar esse modelo de combate ao crime”

Operação mais letal do Rio de Janeiro repercute na Câmara de Feira: “A gente precisa modificar esse modelo de combate ao crime”
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A operação “Contenção”, considerada a maior ação policial da história do Rio de Janeiro, repercutiu na Câmara Municipal de Feira de Santana. O vereador Silvio Dias (PT) usou a tribuna para criticar o modelo de enfrentamento ao crime organizado no país, afirmando que a estratégia baseada apenas em confronto é ineficaz e tem colocado em risco tanto os policiais quanto a população.

“Ontem aconteceu no Rio de Janeiro uma grande operação contra o crime organizado, com mais de 2.500 policiais que saíram de suas casas para defender a sociedade. Infelizmente, quatro policiais tombaram nessa guerra que virou o Rio de Janeiro”, afirmou o parlamentar.

Silvio, que é policial rodoviário federal aposentado, destacou que, apesar dos avanços tecnológicos e do investimento em armamentos, o resultado no combate ao crime organizado permanece praticamente o mesmo. “Quando entrei na polícia, há 31 anos, tínhamos viaturas simples, pouca tecnologia, e hoje temos carros blindados, armas modernas, drones e toda a estrutura. Mas o que se conseguiu de resultado efetivo? Praticamente nada”, disse.

O vereador defendeu a necessidade de mudança no modelo de segurança pública, com foco em inteligência e combate direto às estruturas de comando do crime. “Não se combate o crime colocando homens e mulheres como se fossem super-heróis para enfrentar organizações que têm armamento pesado e tecnologia. É preciso ir direto na cabeça do crime organizado, desmantelar as estruturas financeiras e logísticas”, pontuou.

Durante o discurso, Silvio também mencionou que muitos dos criminosos que hoje atuam no Rio de Janeiro saíram de cidades do interior, como Feira de Santana, e que isso reforça a necessidade de estratégias nacionais integradas. “Esses criminosos não foram para o Rio à própria sorte. Existe uma organização por trás, que comanda, que financia, que compra armas e estrutura esse tipo de ação”, declarou.

A fala do vereador reforçou o debate nacional sobre a efetividade das grandes operações policiais e os desafios de se construir um modelo de segurança pública baseado em inteligência, prevenção e valorização das forças de segurança.


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