Operação Sinete: Advogado feirense é proibido de advogar e emite nota de esclarecimento sobre busca e apreensão
O advogado José Roberto Cajado de Menezes, citado como um dos investigados na Operação Sinete, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) em Feira de Santana na última semana, está proibido temporariamente de advogar, por determinação judicial. Na decisão, a juíza Sebastiana Costa Bomfim e Silva da 2ª Vara Criminal da Comarca, determinou uma busca e apreensão contra o advogado, não uma ordem de prisão.
A Operação Sinete, deflagrada na última quarta-feira (26), visa desarticular uma suposta organização criminosa acusada de grilagem de terras, fraudes registrais, esbulhos possessórios violentos, falsificação de documentos e lavagem de capitais. O grupo envolveria agentes públicos (delegatárias de cartório, tabelião, policiais civis e militares) e particulares, incluindo o empresário Oyama Figueiredo e familiares e o advogado Roberto Cajado de Menezes.
A juíza acolheu integralmente a representação da polícia e o parecer do Ministério Público da Bahia, através do Gaeco. A juíza determinou, com base no art. 319, VI, do Código de Processo Penal (CPP), a proibição cautelar da atividade profissional do advogado, fundamentando que a medida é necessária devido a elementos que indicam que a atividade estaria sendo instrumentalizada como meio de perpetuar a atuação da organização criminosa e encobrir delitos.
Em Nota de Esclarecimento, o escritório Cajado de Menezes Advogados confirmou o cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão. Em sua defesa, o advogado José Roberto Cajado de Menezes afirmou que as buscas dizem respeito a documentos relativos a atendimentos jurídicos prestados basicamente no ano de 2013, quando atuou como advogado de um dos investigados e de empresas do grupo empresarial alvo da operação. Ele assegurou que colaborou integralmente com os policiais, disponibilizando os materiais solicitados com total transparência. Cajado de Menezes ainda ressaltou que não teve acesso aos autos da investigação e acredita que seu nome aparece no contexto da operação apenas por ter sido advogado de um dos envolvidos no passado. Por fim, ele esclareceu um episódio sobre sua presença na Unidade Policial decorreu pela localização de uma arma antiga adquirida há cerca de 35 anos, quando era Oficial do Exército Brasileiro. Ele informou que o fato foi comunicado espontaneamente às autoridades. O escritório reitera que, apesar dos transtornos, continua exercendo suas atividades normalmente, reafirmando sua confiança na Justiça.
(Informações da jornalista Claudia Cardozo – Bnews)