Polêmica: vereador reclama que Estado investiu apenas R$ 10 mil na Marcha para Jesus; deputado fala em mais de R$ 200 mil
A polêmica sobre o valor repassado pelo Governo do Estado para a Marcha para Jesus, realizada no último sábado (9) em Feira de Santana, repercutiu nesta terça-feira (12) na Câmara Municipal. O vereador Ismael Bastos (PL) afirmou que o Estado destinou cerca de R$ 10 mil, suficiente apenas para outdoors, classificando o montante como “esmola”.
Já o deputado federal Zé Neto (PT) teria declarado que o auxílio teria ultrapassado R$ 200 mil, incluindo atrações e divulgação. No entanto, o edil alega que confirmou, com o secretário municipal de Cultura, Cristiano Lobo, que nenhuma verba estadual passou pela pasta, afirmando também ter ouvido de um organizador que nenhum artista foi contratado pelo Estado. Segundo ele, apenas cantores previstos na programação divulgada pela Prefeitura se apresentaram.
Uma nota da Comissão Organizadora — formada por AMIPE, Ministério Caverna de Adulão, COMMFE e Origem Brasil — afirma que não foi solicitado patrocínio estadual e que todas as tratativas foram com a Prefeitura, que publicou os custos no Diário Oficial.
Eli Ribeiro (Republicanos) disse que a marcha é um grande ato evangelístico que alcança a sociedade feirense em geral. No entanto, analisou que é importante esclarecer o problema, até para não atingir negativamente os organizadores. “Se houve, queremos saber onde foram para estes recursos”, ponderou. Para Jorge Oliveira (PRD), o que houve muito foram promessas de gente garantindo ajudar o evento financeiramente, mas que acabaram não se concretizando.
Para Ismael, é preciso esclarecer se foram R$ 10 mil ou R$ 230 mil, já que, segundo a versão de Zé Neto, R$ 150 mil seriam apenas para publicidade. “Esse valor daria para ampla divulgação, mas só vi propaganda em um site local e na rádio Cultura”, disse.