Presidente do TJBA lança em Feira projeto para reduzir demora em processos judiciais
Com foco na redução de processos antigos e na melhoria da gestão das unidades judiciais, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, lança nesta terça-feira (19), em Feira de Santana, o projeto TJBA Acelera: Justiça boa é rápida.
A iniciativa tem como prioridade acelerar a tramitação de ações distribuídas até 2015, reduzir o tempo médio de duração dos processos e fortalecer práticas de gestão voltadas a resultados nas comarcas baianas.
O lançamento oficial acontece no auditório do Fórum dos Juizados Especiais Desembargadora Ruth Pondé Luz e a programação também inclui integração com diretores de secretaria e reunião entre o presidente do TJBA e magistrados da região.
As atividades seguem até quarta-feira (20), com treinamentos e encontros conduzidos por uma equipe especializada em estratégia administrativa. Entre os temas abordados estão gestão de acervo processual, otimização de fluxos de trabalho, baixa processual e arquivamento de processos.
Segundo o Tribunal, o projeto busca aprimorar indicadores estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Prêmio CNJ de Qualidade, além de estimular práticas mais eficientes na rotina das unidades judiciais.
De forma paralela, uma equipe designada pela Presidência do TJBA atua remotamente na redução do acervo processual mais antigo. As ações começaram em 13 de abril e já resultaram na redução de 7,2% dos processos distribuídos antes de 2015, com mais de 4 mil atos processuais realizados.
O encontro realizado em Feira de Santana também abrange comarcas de municípios como Alagoinhas, São Gonçalo dos Campos, Conceição do Jacuípe, Amélia Rodrigues, Coração de Maria, Santa Bárbara, Santo Estêvão, Rio Real, Esplanada, Irará, Inhambupe, Santo Amaro, Entre Rios, Cachoeira, São Félix, Muritiba, Terra Nova e Maragogipe.
Ao longo de 2026, o TJBA Acelera passará por diversas comarcas do estado. O próximo encontro está previsto para junho, em Luís Eduardo Magalhães.
Instituído pelo Decreto Judiciário nº 316, de 31 de março de 2026, o projeto é apresentado pelo Tribunal como uma estratégia de integração e fortalecimento da gestão judicial, com foco em uma Justiça mais eficiente e acessível à população.