Professores de escolas particulares da Bahia aprovam estado de greve e ameaçam paralisação
Os professores da educação básica das escolas particulares da Bahia aprovaram por unanimidade o estado de greve durante assembleia realizada nesta terça-feira (9), na capital baiana. A mobilização foi convocada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) diante do impasse nas negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), representante das instituições privadas de ensino.
De acordo com o Sinpro-BA, após cinco rodadas de negociação, não houve avanços suficientes para atender às principais reivindicações da categoria. Com isso, os professores decidiram manter estado permanente de mobilização e aprovaram um indicativo de greve.
Ao Bahia Notícias, o coordenador-geral do Sinpro-BA, Allysson Mustafá, explicou que a decisão abre caminho para uma paralisação caso não haja mudanças na postura patronal. Uma nova assembleia da categoria já está marcada para o dia 17 de junho, quando os docentes poderão deliberar pela deflagração da greve.
“O patronal diz que não vai garantir nenhum tipo de avanço na norma coletiva para resolver a questão. Ou seja, o patronal entende que professoras e professores devem continuar trabalhando de graça para suas escolas”, afirmou Allysson.
Entre as principais reivindicações dos professores estão a regulamentação das atividades extraclasse exigidas pelas instituições de ensino, a manutenção do período de recesso escolar no meio do ano, a preservação da bolsa de estudos para filhos de professores e o reconhecimento formal das horas trabalhadas fora da sala de aula, como elaboração, aplicação e correção de atividades e avaliações.
Por sua vez, o Sinepe-BA informou que uma nova reunião de negociação está agendada para a próxima segunda-feira (15). A entidade também realizará nesta quarta-feira (10) uma Assembleia Geral Extraordinária com representantes das escolas associadas para avaliar o andamento das tratativas e definir estratégias para a continuidade das negociações.