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Política / 23 de abril de 2026 - 01h 35m

Reforço do efetivo da Guarda Municipal durante votação dos precatórios gera polêmica na Câmara: ‘Professores não são vândalos’

Reforço do efetivo da Guarda Municipal durante votação dos precatórios gera polêmica na Câmara: ‘Professores não são vândalos’
Foto: Leandro Santana/Blog do Velame
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A votação em segunda discussão do projeto que autoriza o repasse da primeira parcela dos precatórios do Fundef aos professores da rede municipal de Feira de Santana foi marcada por protestos e debate acalorado na Câmara Municipal nesta quinta-feira (23). A categoria voltou a ocupar a galeria da Casa para cobrar a inclusão dos juros no pagamento, ponto que não foi contemplado no texto encaminhado pelo Executivo e aprovado pelos vereadores.

Mas, para além da pauta, um outro detalhe foi motivo de polêmica: a presença reforçada da Guarda Municipal no plenário, gerando questionamentos e ampliando a tensão durante a sessão. O vereador Professor Ivamberg (PT) criticou o reforço do efetivo e afirmou não ver necessidade da medida diante da manifestação dos professores.

“São pessoas que estão para educar, não são vândalos, não são agressores. Eu não sei por que esse reforço da Guarda Municipal aqui na Câmara hoje. Quero colocar aqui meu repúdio a isso”, declarou. O edil também destacou que a categoria não representa risco ao patrimônio público e questionou relatos de possível restrição de acesso ao plenário. “Estão me dizendo que estão barrando a entrada das pessoas aqui na Casa da Cidadania”, completou.

Durante o debate, o presidente da Câmara, Marcos Lima, negou qualquer impedimento e reforçou que a sessão ocorria dentro da normalidade. “Não tem nenhum impedimento. A Casa da Cidadania é nossa. Os professores estão muito bem acomodados. Não vamos bagunçar a sessão não”, disse, ao pedir ordem no plenário.

O vereador Ismael Bastos (PL), por sua vez, saiu em defesa da atuação da Guarda Municipal e rebateu a fala na tribuna. “A Guarda Municipal não agrediu nenhum professor, não desrespeitou, não bateu em ninguém. Está ali e não atacou nem vandalizou nada”, afirmou.

Em resposta, Ivamberg voltou à tribuna e afirmou que não houve desrespeito à Guarda Municipal, mas apenas um questionamento sobre a presença do efetivo. “Em nenhum momento eu desrespeitei a Guarda Municipal. Se eu pergunto por que eles estão aqui, é um questionamento. Respeito a opinião, mas discordo. Não desrespeitei nenhum deles”, declarou.

Enquanto o embate político se desenrolava no plenário, professores reforçavam a insatisfação com o projeto aprovado, destacando que o pagamento da primeira parcela dos precatórios será feito sem a inclusão dos juros. Segundo a categoria, a ausência desse valor representa perdas significativas nos recursos que deveriam ser destinados aos profissionais da educação.

 


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